Na iminência de voltar à cena do crime, como diria o seu adversário e hoje seu vice eleito, Geraldo Alckmin (PSB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi diplomado nesta segunda-feira (12), em Brasília, pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A entrega dos diplomas, incluindo o de Alckmin, foi feita pelo presidente da Corte, Alexandre de Moraes, acusado de agir dentro do TSE e também do STF (Supremo Tribunal Federal), em favor da campanha do petista.
O termo “cena do crime” foi usado em campanhas anteriores como forma de críticas pelo fato de Lula ter sido condenado em três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro público durante o seu governo.
Anos depois, ele foi “descondenado” e solto para concorrer as eleições, vencidas por ele sob suspeita de fraude nas urnas.
“Pela vontade do povo brasileiro expressa nas urnas, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente da República do Brasil”, disse Moraes ao entregar o documento para Lula. A cerimônia contou com mais de 300 convidados.
“Esse diploma não é meu, mas do povo que reconquistou o direito de viver em uma democracia neste país”, disse Lula. “Na minha primeira diplomação, em 2002, fiquei honrado em receber o diploma. Eu, alguém que sempre foi questionado por não ter um diploma universitário”, continuou o presidente eleito com lágrimas.
O petista atacou covardemente Jair Bolsonaro (PL), chamando-o de “destruidor” e de “intimidador dos mais vulneráveis”.
“Eles semearam a mentira e o ódio, mas a democracia venceu”, declarou, mesmo sabendo que o atual presidente desfruta de um privilégio fora do comum, tanto é que uma forte manifestação popular continua nas ruas em sua defesa desde a fraude constatada nas urnas no primeiro e segundo turno das eleições.
Segundo Lula, poucas vezes na história do Brasil a democracia foi ameaçada. “O povo brasileiro escolheu o amor em vez do ódio”, afirmou. O petista ainda elogiou a ação do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o pleito de 2022.
“Eles enfrentaram toda a sorte de ofensas e agressões para fazer valer a soberania do voto popular”, disse o presidente eleito. “Comprimento a cada ministro pela defesa da democracia e da lisura do processo eleitoral nestes tempos sombrios. A história há de reconhecer a sua coerência.”
Em seu discurso, Moraes destacou a “estabilidade do estado democrático de direito”. “A Justiça Eleitoral se preparou para combater com eficácia e celeridade os ataques antidemocráticos ao estado de direito e os covardes ataques e violências pessoas aos seus membros e de todo poder judiciário”, afirmou o presidente do TSE.
“Coube a Justiça eleitoral se preparar para atuar de maneira séria e firme para impedir que a desinformação maculasse a liberdade de escolha dos eleitores”, observou Moraes.
“O ataque à Justiça eleitoral vem sendo realizado de maneira intensa há uma década por parte de grupos extremistas e antidemocráticos. Não importa qual seja o mecanismo do sistema eleitoral, esses grupos criminosos pretendem, a partir da desinformação, desacreditar a democracia atacando os seus instrumentos.” Com informações da Revista Oeste.
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