Na manhã desta quinta-feira(30) aconteceu em Paraíso das Águas, a Caminhada de Conscientização do “Dia do Autismo”, que é comemorado na dia 02 de abril, próximo domingo.
A caminhada foi organizado pela coordenadora da Educação Especial da Rede Municipal de Ensino (REME), Profª Tânia Regina Gomes de Barros e pela responsável da sala de Recursos Multifuncionais, Profª Adiméia Alves do Amaral Santos. Também participaram as professoras: Janaína Reis, Sônia Medina, Valéria Vilela e os pais Suzi Fogaça e Donato Rezende, além de alunos, que visitaram os estabelecimentos comerciais da cidade e as repartições públicas, levando panfletos e informações sobre a conscientização.
Por onde passavam, as crianças eram recebidas com abraços e muito carinho pela população.
No final da caminhada, o grupo foi recebido carinhosamente na Sorveteria Casa do Picolé, do Divino e Rosália, em que fez a doação de picolés e pirulitos para os participantes, reforçando e apoiando a iniciativa.
A Câmara Municipal de Paraíso das Águas recebeu recentemente, um importante Projeto de Lei, que estabelece a disponibilidade de carteirinha de identificação aos portadores de Transtornos do Espectro Autista (TEAs), de propositura do vereador Professor Leonardo Corniani Dias (PP). CLIQUE AQUI E VEJA MATÉRIA COMPLETA RELACIONADA.
Veja alguns flagrantes abaixo. Todas as fotos na página da Prefeitura de Paraíso das Águas, no Facebook.
A data, estabelecida em 2.007, tem por objetivo difundir informações para a população sobre o autismo e assim reduzir a discriminação e o preconceito que cercam as pessoas afetadas pelo transtorno.
Os transtornos do espectro autista (TEAs) aparecem na infância e tendem a persistir na adolescência e na idade adulta. Na maioria dos casos, eles se manifestam nos primeiros 5 anos de vida. As pessoas afetadas pelos TEAs frequentemente têm condições comórbidas, como epilepsia, depressão, ansiedade e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. O nível intelectual varia muito de um caso para outro, variando de deterioração profunda a casos com altas habilidades cognitivas.
Embora algumas pessoas com TEAs possam viver de forma independente, existem outras com deficiências severas que precisam de atenção e apoio constante ao longo de suas vidas. As intervenções psicossociais baseadas em evidência, tais como terapia comportamental e programas de treinamento para pais, podem reduzir as dificuldades de comunicação e de comportamento social e ter um impacto positivo no bem-estar e na qualidade de vida de pessoas com TEAs e seus cuidadores. As intervenções voltadas para pessoas com TEAs devem ser acompanhadas de atitudes e medidas amplas que garantam que os ambientes físicos e sociais sejam acessíveis, inclusivos e acolhedores.
Sintomas:
De acordo com o quadro clínico, os sintomas podem ser divididos em 3 grupos:
– ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;
– o paciente é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;
– domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite levar a vida próxima do normal.
Tratamento:
O autismo é um transtorno crônico mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar. Envolve a intervenção de médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e educadores físicos, além da imprescindível orientação aos pais ou cuidadores. É altamente recomendado que uma equipe multidisciplinar avalie e desenvolva um programa de intervenção personalizado, pois nenhuma pessoa com autismo é igual a outra.
Fontes:
Associação de Amigos do Autista
Blog da Saúde do Ministério da Saúde
Por Fernando Brito
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