Em 1929, Moysés Araújo Galvão deixou Porto Nacional, no setentrião goiano, hoje Tocantins, e veio para Mato Grosso servir ao exército brasileiro. Dois meses e nove dias cavalgando por trilhas desconhecidas até alcançar Baliza do Araguaia, onde havia um posto de alistamento militar. Dispensado do serviço militar, garimpou seis anos na influência do Aquidauana, Itiquira e Jauru. Brefado e desiludido de bamburrar com as gemas preciosas, em 1935, casou- se Leontina Geraldino de Oliveira: uma jovem de 18 anos, elegante e de olhos esverdeados, filha da vovó Doralina e vovô José Italiano, produtores de gêneros alimentícios para venderem à garimpeirada da Corrutela do Jauru.No princípio de agosto de 1935 , vieram morar no Sertão de Figueirão. Moysés estava contratado pelas famílias Albino Furtado para lecionar os primeiros filhos da terra. Quando venceu o contrato de professor, já havia construído um forte círculo de amizade com as famílias pioneiras, requereu terras e compartilhou com elas as mesmas dificuldades que o Sertão, quase inóspito, oferecia.
Professor Admar.
Historiador figueirãoense.









