Crianças participaram de blitz educativa informando moradores com panfletos
No último sábado, integrantes do Projeto Florestinha de Costa Rica participaram da campanha Mais Castração Menos Abandono. As turmas da manhã e da tarde realizaram uma blitz e entregaram panfletos, orientando transeuntes e motoristas na esquina das ruas José Ferreira da Costa e José Pereira da Silva, próximo a praça da Matriz.
A campanha tenta a conscientização da sociedade costarriquense sobre o abandono de animais, que além de ser um problema social também é uma questão de saúde pública, levando-se em conta que inúmeros deles vagam pelas ruas sem vacinação ou qualquer outro controle populacional, podendo contrair doenças e consequentemente transmiti-las aos humanos.
A PMA diz que estatisticamente é difícil saber quantos cães e gatos transitam livremente pelos centros urbanos de nossa cidade de Costa Rica, mas sabe que são muitos, pois basta um olhar mais atento para que facilmente sejam encontrados algum desses animais que não tiveram a sorte de ter um tutor responsável pela sua sobrevivência andando pelas ruas e muitas vezes sofrendo maus-tratos. Um animal abandonado está exposto a todo tipo de perigo: agressão, morte por envenenamento, atropelamento o que também pode se tornar outro problema para a sociedade pois, estes atropelamentos podem causar acidentes de trânsito.
Ainda hoje há casos rinhas de galo, as farras do boi, laçadas, os rodeios, cães que são treinados para brigar uns com os outros até a morte, animais silvestres que são tirados de seu habitat natural para serem comercializados, e nessa trajetória a maioria morre antes mesmo de chegar as feiras livres, onde são tratados como mera mercadoria.
Segundo a polícia, é necessário o controle da população animal para que haja a diminuição de cães e gatos sem tutela e que sofrem com o abandono. Mas, o que se percebe na prática é que a cada dia aumenta o número de animais que chegam as ruas rejeitadas pelos seus tutores, que por uma infinidade de motivos desistem dos animais, esse ato cruel, como citado anteriormente, pode trazer danos à população que fica exposta ao contágio de zoonoses como, por exemplo, a leptospirose, leishmaniose visceral, raiva, toxoplasmose, larva migrans (bicho-geográfico), entre outras.
A Polícia Militar Ambiental de Costa Rica tem recebido inúmeras queixas de casos de maus tratos a animais domésticos, principalmente de cães, e geralmente as denúncias são realizadas por vizinhos que presenciam espancamentos dos animais, falta de alimentação adequada, cárcere irregular dos animais, isto é, os animais que ficam amarrados longas horas sob as intempéries climáticas.
A Lei Federal 9.605/98, a Lei dos Crimes Ambientais, diz que praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres ou domesticados, nativos ou exóticos está sujeito de 3 meses a 1 ano de prisão e multa, que pode aumentar 1/6 a 1/3 se ocorrer a morte do animal, e o Decreto federal 6514/08, que regulamenta a referida Lei dos crimes ambientais, que dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente, estabelece o processo administrativo, diz em seu Art. 29 que Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$ 3.000,00 (três mil reais) por indivíduo.
Segundo especialistas no assunto, a castração dos animais, motivo da orientação da campanha, reduz a marcação de territórios, reduz as fugas, reduz a agressividade dos animais, reduz o risco de câncer, reduz a superpopulação e principalmente, aumenta a longevidade de vida dos animais.
A campanha de castração é para gatos e cachorros machos, e para maiores informações ligar para o número da Vigilância Sanitária (67) 3247-2295.
FONTE: MS TODO DIA








