Conforme o levantamento, cerca de 2.800 municípios brasileiros gastaram menos de R$ 403,37
Cerca de 2.800 municípios brasileiros gastaram menos de R$ 403,37 na saúde de cada habitante durante todo o ano de 2017. Segundo a análise do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre as contas da saúde, esse foi o valor médio aplicado pelos gestores municipais com recursos próprios em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), declaradas no Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde. Costa Rica, no entanto, mais do que dobrou os investimentos no setor. Outros municípios da região também estão acima da média.
Segundo os dados, apesar de o ranking ser destinado somente aos 20 que mais investiram e os 20 que menos investiram, Costa Rica merece reconhecimento, afinal, em 2017 o município investiu em torno de R$ 877,09 para cada um dos seus 20.159 habitantes conforme balanço da época. Desde 2013, o total investido vem só aumentando, partindo de R$ 704,66 para R$ 842,41 em 2014, R$ 837,31 em 2015 e R$ 885,80 em 2016. Em 2018, o valor deve ser ainda maior, conforme os inúmeros investimentos feitos pelo prefeito Waldeli dos Santos Rosa, conforme matéria divulgada pelo MS Todo Dia neste link.
Chapadão do Sul, por exemplo, investiu R$ 773,68 com cada habitante, também acima da média nacional. Alcinópolis aplicou R$ 958,19, Figueirão R$ 1.429,61 e Paraíso das Águas R$ 930,18. O levantamento mostra, por exemplo, que os municípios menores (em termos populacionais) arcam proporcionalmente com uma despesa per capita maior. Em 2017, nas cidades com menos de cinco mil habitantes, as prefeituras gastaram em média R$ 779,21 na saúde de cada cidadão – quase o dobro da média nacional identificada.
Além disso, os municípios das regiões Sul e Sudeste foram os que apresentaram uma maior participação no financiamento do gasto público em saúde, consequência, principalmente, de sua maior capacidade de arrecadação.
Ranking nacional
Entre os mais altos valores per capita naquele ano, estão os das duas menores cidades do País. Com apenas 839 habitantes, Borá (SP) lidera o ranking municipal, tendo aplicado R$ 2.971,92 para cada um dos 812 munícipes. Em segundo lugar, aparece Serra da Saudade (MG), cujas despesas em ações e serviços de saúde alcançaram R$ 2.764,19 por pessoa.
Na outra ponta, entre os que tiveram menor desempenho na aplicação de recursos, estão três cidades de médio e grande porte, todas situadas no estado do Pará: Cametá (R$ 67,54), Bragança (R$ 71,21) e Ananindeua (R$ 76,83).
Entre as capitais, Campo Grande (MS) assume a primeira posição, com gasto um anual de R$ 686,56 por habitante. Em segundo e terceiro lugares aparecem São Paulo (SP) e Teresina (PI), onde a gestão local desembolsou, respectivamente, R$ 656,91 e R$ 590,71 por habitante em 2017.
Em desvantagem, estão situadas Macapá (AP), com R$ 156,67; Rio Branco (AC), com R$ 214,36; além de Salvador (BA) e Belém (PA), onde os valores ficaram próximos de R$ 245 por pessoa.
FONTE: MS TODO DIA








