Em meio ao período conturbado dos bastidores do Flamengo e a estreia do time na Libertadores, na próxima terça-feira, contra o San Jose-BOL,fora de casa, o presidente Rodolfo Landim solicitou uma licença de 11 dias para uma “viagem particular”, segundo o Jornal O Globo. O vice-presidente Rodrigo Dunshee também pediu afastamento e ficará fora desta sexta-feira até o dia 7 de março. Durante o período de ausência dos dois, o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Antonio Alcides, ocupará o cargo.
Eleito presidente do Flamengo em dezembro de 2018, Landim tomou posse dia 1º de janeiro. Em dois meses de mandato muita coisa aconteceu no clube. Além das mudanças no futebol e o investimento pesado em reforços, o extra campo do Rubro-negro carioca ficou turbulento após o incêndio no centro de treinamento, que resultou em 10 mortos e interditou o CT Ninho do Urubu.
O mandatário é peça importante para um acordo de indenização entre o clube e as famílias das vítimas. Fora por 11 dias, a partir de segunda-feira, pouca coisa deve mudar na negociação e dificilmente algum acordo será selado ou ocorrerá alguma mudança significativa. A presença de Landim é chave para que qualquer decisão seja tomada.
Flamengo acerta primeira indenização com família de vítima do incêndio no CT
O Flamengo chegou, nesta sexta-feira (1º), a um acordo de indenização com a família de um dos dez garotos mortos no incêndio que atingiu o Ninho do Urubu, centro de treinamentos rubro-negro, em fevereiro.
O clube, no entanto, não informou os valores e nem qual família receberá o dinheiro. Os dados não foram divulgados por uma questão de segurança, uma vez que se tratam de pessoas com baixas condições financeiras.
O time carioca ainda conversa com outras cinco famílias e espera que novos acordos sejam concretizados logo após o Carnaval.
Os últimos dias foram marcados por negociações entre Flamengo e os familiares das vítimas. Em um primeiro momento, o clube oferecera R$ 400 mil de entrada por vítima e o pagamento de um salário-mínimo por mês durante dez anos para cada família. A proposta foi rejeitada pelo Ministério Público, que exigiu R$ 2 milhões iniciais e R$ 10 mil por mês para até quando cada garoto morto no incêndio completasse 45 anos.
Em um segundo momento, as famílias aceitaram a proposta de mediação por um acordo, mas novamente não aceitaram a oferta do Flamengo e deram a negociação por encerrada. Com isso, o clube abriu conversas individuais.
RAFAEL RIBEIRO
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