Instituição solicita R$ 6 milhões mensais para equilíbrio
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, informou durante entrevista realizada nesta sexta-feira (29) que o repasse financeiro feito pelo governo federal para a Sociedade Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande (ABCG) teve como base a análise técnica de profissionais do ministério.
A direção do hospital informou que o valor firmado antes da inauguração do anexo, o Hospital do Trauma, em março do ano passado no valor de R$ 6 milhões, não supre os gastos mensais para manter o local em funcionamento, acrescentando que seriam necessários R$ 13 milhões.
Mandetta destaca que os resultados produtivos da Santa Casa são baixos e o projeto apresentado não tem fundamentação técnica consistente.
“O Sistema Único de Saúde (SUS) tem gestão tripartite e envolve a União, o Estado e o Município. Não foram explicitadas as responsabilidades do governo e município, se novos leitos serão disponibilizados para suprir o déficit de cirurgias eletivas no Estado que é alto, por exemplo”, detalha.
Na avaliação do representante do governo federal, a justificativa de aumentar o valor do repasse para equilibrar as contas do hospital é outra situação.
“Podemos ser parceiros para construir uma solução para o problema enfrentado pela Santa Casa, tanto que no período em que fui secretário de saúde municipal a situação chegou ao extremo de ser preciso fechar as portas. Contudo a gestão daquele período assumiu a responsabilidade que lhe cabia e conseguimos normalizar o atendimento”, argumenta.
Finalizando a observação sobre o assunto, o ministro da saúde ressaltou que a pasta federal será parceira em encontrar soluções que melhorem a perfomance do hospital, porém, não assumirá a maior parte da responsabilidade financeira. “Não somos uma instituição financeira para preencher lacunas de hospitais”, finaliza.
ALINE OLIVEIRA
Foto Alvaro Rezende
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