Lula e petistas foram acusados de receber cerca de US$ 40 milhões em propinas para liberar, em 2010, uma linha de US$ 1 bilhão do BNDES
Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usaram a linha de crédito a Angola concedida pelo governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), seu ex-aliado, como um dos argumentos contra o mais recente processo em que o petista virou réu na Justiça Federal no Distrito Federal.
Lula e outros petistas foram acusados pelo MPF (Ministério Público Federal) de ter recebido cerca de US$ 40 milhões em propinas para liberar, em 2010, uma linha de US$ 1 bilhão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que beneficiaria o grupo Odebrecht.
A denúncia foi acolhida pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira no começo do mês passado.
Na resposta à acusação apresentada pela defesa à Justiça Federal, os advogados de Lula dizem que as linhas de crédito não eram uma política feita “somente por ‘governos petistas'”.
“Em 2018, no governo do ex-presidente Michel Temer, foi assinado novo protocolo de entendimento [com Angola], concedendo o montante de até US$ 2 bilhões para o financiamento de exportações brasileiras de bens e serviços”, escreveu ao magistrado.
Procurada pelo UOL, a defesa de Temer ainda não se manifestou sobre a menção feita pelos defensores do petista. As informações são do UOL.
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