A maior planície inundável do planeta, bioma que abrange 2% do território brasileiro, o Pantanal sul-mato-grossense, está na mira, a partir de agora, de um projeto de pesquisa que vai buscar entender de que diferentes formas os agrotóxicos atingem a biodiversidade. Para isso, formou-se, no Estado, uma espécie de consórcio de pesquisa, unindo cientistas de diversas instituições que foram buscar no Reino Unido a parceria necessária para colocar o projeto em prática.
Isso porque ao menos dois pesquisadores da Universidade de Nottingham, na cidade homônima da Inglaterra, já estudavam os efeitos dos agrotóxicos em países do continente africano e do Reino Unido. Lisa Yon e Matthew Johnson representam a universidade inglesa, que é uma das financiadoras do projeto.
O organizador desse primeiro encontro foi o professor Fábio Roque, coordenador do Programa de Pós-graduação em Ecologia e Conservação da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), à frente do projeto. Além de vários pesquisadores da UFMS, participam cientistas da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Embrapa Pantanal, WWF e Fundação Neotropica.
O projeto vai percorrer, por ao menos um ano, quatro municípios do estado, abrangendo toda a bacia do Alto Paraguai, o coração do Pantanal. Bonito, Bodoquena, Miranda e Corumbá fazem parte do cenário que vai receber pesquisadores de áreas que vão desde a biologia até a agronomia. Fazem parte do projeto especialistas responsáveis por realizarem estudos em diferentes áreas de conhecimento, que vão desde estudo no DNA até o efeito em comunidades.
Vista aérea da bacia do Paraguai (Foto: Divulgação/Imasul)
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