Hotéis, pousadas, pesqueiros e lojas de pesca falam que baixa temporada, feriado e crise são ingredientes para a baixa procura
Izabela Sanchez
A Piracema, período em que a pesca nos rios de Mato Grosso do Sul fecha para que as espécies se reproduzam, começa, oficialmente, no próximo dia 5. O final de semana que se aproxima, é, então, o último “de pesca liberada”. Mas na região pantaneira, famosa por atrair muitos turistas do setor, o movimento deve ser baixo.
É o que relataram representantes de hotéis, pousadas, pesqueiros e setor da pesca de modo geral. Os motivos são diversos: crise econômica, baixa temporada, cota zero a caminho e, também, o feriado de finados, no sábado (2), que deve levar as pessoas mais para os cemitérios do que para os rios.
Recepcionista no Virgínia Palace Hotel no centro de Corumbá, a 419 km de Campo Grande, Alessandra Ribeiro Mendes, afirma que o movimento está fraco e caiu pela metade. “Aqui em Corumbá estamos com a situação bem precária, estamos praticamente sem internet, sinal de celular, sem nada. Com relação à hospedagem, estamos fracos, 50% a menos, bem precários mesmo”, disse.
“Acredito que é por causa da lei que está mudando a pesca [decreto que estabelece cota zero a partir do ano que vem]. Ontem mesmo deu na tv que a liberação vai ser só para os ribeirinhos. Agora, dia 10, vai ter um festival de pesca, tem um pouco de reserva”, completou.
Já o Hotel Pesqueiro da Odila, também em Corumbá, disse estar “não tão lotado”. “Aqui está bem fraco, acho que é a época, por já estar no final. Nessa época é baixa temporada”, informou a Pousada Cachimbo.
Proprietário Cia Náutica, que vende artigos de Sami Ziad brincou ao dizer que por ali a Piracema começou há uma semana. “Essa semana já está parecendo que está em Piracema o pessoal , a maioria já tem o material então não compra. Esse mês foi um mês diferente, porque geralmente o movimento vai dar uma aquecida até o dia 30, mas parou bem antes, dia 15. Um ano difícil”, pontuou.
Responsável pelo Hotel Querência em Miranda, a 201 km de Campo Grande, Dafner Caroline Castro também reclamou do movimento. “Está mais ou menos, não tem muito não, está bem fraco esse feriado nosso. A gente esperava mais gente, a gente nem tanta reserva. Por enquanto eu tenho 2, estava esperando mais de 20. Acho que é a crise, ano passado a gente teve mais”, avaliou.
Proprietária do Pesqueiro Primavera, em Miranda, Carmen Abadia acha que o feriado afastou os turistas, mas afirma que o movimento “ainda está dentro da normalidade”. “Está dentro da normalidade, acho que vai atrapalhar um pouco, o dia de finados, o pessoal vai muito no cemitério”.
Por do sol começa a esconder as figuras dos pescadores no Rio Paraguai (Foto: Saul Schramm/Imasul)
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