Em uma campanha eleitoral onde escândalos ganham o noticiário, quem tem propostas a oferecer a população acaba em posição de destaque diante dos demais, mas também fica suscetível a ser plagiado por adversários. Em Mato Grosso do Sul, já temos o primeiro caso de cópia de programa: Marquinhos Trad copiou Rose Modesto.
O ex-prefeito de Campo Grande promete em propaganda oficial que irá isentar totalmente o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) das microempresas, ou seja, empresas que possuem faturamento de até R$ 30 por mês.
Contudo, além da ideia não ser de Trad, ele erra ao afirmar que a proposta consta em seu plano de governo. Em nenhum ponto há qualquer menção a isso, diferente do que ocorre no plano de Rose Modesto, que cita, por exemplo, a justiça fiscal – termo também plagiado como justiça triburária por Trad e que sequer consta em nenhuma das páginas do programa registrado pelo PSD no Tribunal Regional Eleitoral.
A ideia que beneficia as microempresas sul-mato-grossenses foi proposta por Rose Modesto ao setor produtivo do Estado ainda em julho, um mês antes do fechamento dos planos de governo, quando ela visitou a ACED (Associação Comercial e Empresarial de Dourados). O encontro com os representantes do setor produtivo da maior cidade do interior foi amplamente divulgado pela imprensa estadual, em 21 de julho.
Na reunião, ela explicou que pretendia isentar de tributos estaduais as microempresas (faturamento anual de até R$ 360 mil) para que mais empregos fossem criados, aumentando o estoque de contratações e gerando mais renda para girar a economia.
“O governo tem que estender os braços para o comércio e para a indústria. Na verdade, o setor produtivo só precisa que o governo não atrapalhe o seu crescimento. Neste Estado, quem não está no agro está no comércio, e temos que ter um olhar de cuidado com esse setor”, disse Rose Modesto na época.
Assessoria de Comunicação









