A reunião foi intermediada e definida na manhã de quarta-feira (8 de abril), durante o programa do radialista e repórter Sidney Assis, que simultaneamente, em contato com as lideranças dos comerciantes da Feira do Produtor e representantes do poder Executivo, viabilizou a reunião, objetivando a liberação da flexibilização para o funcionamento da Feira do Produtor durante a pandemia do coronavírus (Covid-19).
No transcorrer da reunião, todos que quiseram se manifestar tiveram a oportunidade de fazer uso da palavra. Inicialmente a reunião contou com a presença do gerente da vigilância sanitária, Saimon Dene Braga Cândido, posteriormente comparecendo também o Procurador Geral do Município, Flavio Garcia da Silveira.
Entre os comerciantes que fizeram uso da palavra, a presidente da associação dos feirantes, a “Cris” do Restaurante Comer em Sabor, agradeceu o empenho e a presença de todos, dizendo ainda ter a certeza de que a reunião e os encaminhamentos serão muito produtivos e vão proporcionar os resultados esperados pelos comerciantes, colaboradores e clientes da feira.
Cris relatou que entende a preocupação com a saúde pública, reconhecendo o trabalho de precaução que está sendo feito pelas autoridades, mas que espera contar com o apoio dos componentes do Comitê Municipal de Gestão de Crise Covid-19, para encontrar regras que possam também flexibilizar o comércio na Feira do Produtor, assim como foi feito recentemente com os demais setores do comércio.
Cris reafirmou que, havendo a possibilidade de reabertura das bancas, todos os comerciantes estão dispostos a atender todas as recomendações dos órgãos competentes, fazendo as adequações necessárias na parte individual de cada banca e no amplo espaço coletivo da feira, colocando em prática as ações propostas no documento que foi protocolado na Prefeitura de Coxim.
Francisco Rogério Sousa Diniz, proprietário da Banca do Ceará, um dos líderes da Feira do Produtor, inicialmente agradeceu a presença de todos os participantes da reunião e ao advogado Osiel de Souza, que sempre tem dedicado importante trabalho de acompanhamento e orientação aos comerciantes da feira
De forma especial, Ceará agradeceu ao radialista Sidney Assis e ao diretor geral do site Diário X, Valdeir Simão, assim como também a presença do gerente de Vigilância Sanitária, Saimon Cândido e do Procurador Geral, Flavio Garcia, que mesmo diante das inúmeras atribuições do momento com a pandemia, compareceram e ouviram as reivindicações dos feirantes.
Ceará disse que o decreto anterior do prefeito impondo medidas restritivas com relação ao funcionamento do comércio, as feiras estavam inseridas. No entanto, agora com o novo decreto, flexibilizando as regras de funcionamento do comércio, não consta as feiras, o que tem gerado dúvidas e incertezas em relação à abertura ou não das bancas.
“Estamos inconformados com essa situação, pois não fomos comunicados para apresentar nossas propostas de reabertura, assim como aconteceu com outros segmentos do comércio. Sentimos que estamos esquecidos pelo poder público municipal, que chegando a 20 dias de fechamento, desde a publicação do primeiro decreto, não sabemos o que fazer. Do comércio da feira depende 64 famílias, que estão vendo as dificuldades aumentarem, sem renda para a manutenção básica das famílias e o pagamento dos fornecedores”, desabafou Ceará.
“Pedimos que o Comitê Municipal de Gestão de Crise possa olhar com mais atenção para nós, estabelecendo regras que oportunizem diminuir os prejuízos econômicos causados pela pandemia, assim como foi feito com os demais comerciantes. Não queremos privilégios, apenas um tratamento igual para todos e tenho certeza que isso é possível, através da compreensão, do entendimento e do diálogo, como está acontecendo agora nessa reunião de hoje”, ressaltou Ceará.
Saimon Cândido, gerente da Vigilância Sanitária de Coxim, ouviu as reivindicações dos comerciantes e respondeu a todas as perguntas, dizendo que a decisão final cabe ao Comitê de Gestão de Crise e ao Executivo, mas que da parte dele, os feirantes podem ficar com a certeza de que tem o seu empenho pessoal para se chegar a uma solução que possa buscar o equilíbrio entre a saúde e a economia
O Procurador Geral do Município, Flavio Garcia, também interagiu com os participantes da reunião, dizendo que o documento apresentado pela associação dos feirantes, se depender dele, será analisado o mais rápido possível pelo Comitê Municipal de Gestão de Crise Covid-19 e enquanto aguardam uma decisão, que as bancas permaneçam fechadas, pois o desrespeito aos decretos, os responsáveis sofrerão as consequências.
Comissão
Como não foi deliberada nenhuma decisão na reunião, foi nomeada uma comissão composta por representantes dos comerciantes, para ser o elo de ligação entre os feirantes, a imprensa, o Executivo e o Comitê Municipal de Gestão de Crise, composta por quatro feirantes: Ramilda Cristina de Moura – “a Cris”, Francisco Rogério Sousa Diniz – “o Ceará”, Claudio da Silva Furtado e Sinvaldo Rodrigues da Silva Filho.
Documento protocolado na Prefeitura de Coxim
O documento protocolado na Prefeitura de Coxim, assinado pela presidente da associação da Feira do Produtor de Coxim e vários comerciantes, encaminhado ao Comitê Municipal de Gestão de Crise Covid-19, pede a liberação da flexibilização para o funcionamento do comércio durante a pandemia do Covid-19, comunicando que o fluxo de clientes na feira já estava bastante reduzido, mas ainda como medidas de contenção, se propõem a executar as seguintes ações:
– Será disponibilizado álcool gel ou álcool 70% e pia para os clientes lavar as mãos na entrada dos estabelecimentos;
– O limite de idade imposto pelo decreto municipal 195/2020 será respeitado, sendo proibida a entrada de clientes menores que 18 anos e maiores que 60 anos;
– Será proibida a entrada de pessoas dentro das bancas, com objetivo de não ocorrer aglomeração;
– O horário de funcionamento da Feira do Produtor será de segunda a sábado, das 8h às 17h.
– Não ocorrerá expediente aos domingos;
– Será disponibilizado em local visível, informações acerca da Covid-19 e das medidas de prevenção;
– Os comerciantes realizarão a higienização de toda superfície das áreas de atendimento, bem como os locais de movimentação dos clientes (com água sanitária, álcool 70% desde que devidamente registrados na ANVISA);
– Será determinado aos comerciantes que realizem a lavagem das mãos de modo obrigatório, antes de começar o trabalho, após tossir, espirrar, assoar o nariz, levar mão ao rosto, depois de manusear o lixo, após as tarefas de limpeza, após o consumo de alimentos, após manusear dinheiro e cartões bancários e ao término de todo procedimento;
– Disponibilizar cartão fixo de técnica de lavagem das mãos em todos os locais destinados para essa ação;
– Os comerciantes deverão utilizar equipamentos de proteção individual para prevenção ao novo coronavírus (Covid-19), conforme orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, quais sejam: luvas e máscaras descartáveis;
– Os comerciantes deverão manter os ambientes ventilados e arejados;
– Caso ocorra a formação de fila para atendimento, será solicitado o espaçamento de 1,5 m entre os integrantes da fila.




















