Por Camila Bomfim, TV Globo, Brasília
Foto: Sérgio Lima/Poder360
elegados ouvidos pela TV Globo nesta terça-feira (27) avaliaram que o novo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, terá como desafio blindar as esquipes de investigação de pressões externas.
Galloro substituirá Fernando Segovia no comando da PF. Segovia estava no posto desde novembro do ano passado.
Atual secretário nacional de Segurança Pública, Rogério Galloro será subordinado ao novo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.
Segundo apurou a TV Globo, Galloro foi aconselhado a ficar em silêncio e evitar entrevistas e declarações públicas sobre a PF e sobre a condução de investigações de grande repercussão, como a Lava Jato.
Aliados que já se comunicaram com ele nesta terça avaliam que esse movimento é preciso para diferenciar a nova gestão da anterior, marcada por críticas e tropeços.
A avaliação interna é a de que é preciso assegurar aos delegados que eles têm utonomia e independência para trabalhar, resgatando a imagem de que a PF atua nas ruas e em operações, não nos microfones e em encontros com políticos.
‘Pressão’
Na condição de anonimato, delegados da PF ouvidos pela TV Globo disseram que o Ginq, grupo que atua em inquéritos da PF no Supremo Tribunal Federal (responsável por investigar políticos e autoridades com foro privilegiado), está “muito pressionado” e “tensionado”.
“É preciso confortar as equipes de investigação mostrando que elas estão blindadas as pressões políticas”, disse um dos delegados.
Reservadamente, outros delegados destacaram que a fala de Segovia de que poderia punir o delegado responsável pelo inquérito que investiga o presidente Michel Temer, Cleyber Lopes, foi algo nunca visto e causou instabilidade no grupo de investigações.
“Imagina a pressão em cima de um delegado vinda de seu maior chefe hierárquico durante uma investigação daquele tamanho?”, indagou um delegado.
Nos bastidores , delegados avaliaram que a gestão Segovia “foi o pior momento da Polícia Federal” porque o diretor-geral “começou a agir como advogado de Temer”. Outros delegados também avaliaram que a PF “estava sangrando” e, com a troca, “termina um período triste”.
Mudanças
Segundo apurou a TV Globo, Rogério Galloro deve fazer mudanças na equipe, principalmente nas diretorias ligadas à direção-geral.
E não será uma tarefa fácil. O novo diretor-geral terá que contar com delegados que topem, em fim de governo, encarar a missão de ocupar cargos estratégicos, que podem ser trocados no ano que vem.









