Além disso, o documento pontua que “os animais tentam naturalmente proteger-se dos ventos frios que vêm no sentido sul e caminham para locais mais protegidos, em direção ao norte da propriedade” e por isso, se for preciso, é necessário deixar abertos “os cantos de cerca na direção por onde caminham os animais em busca de proteção”.
“Tente proteger os animais mais debilitados do rebanho. Caso consiga, aparte os animais mais fracos e leve-os para uma área protegida próximo da sede – piquete ou curral da propriedade – e busque suporte alimentar para os mesmos”, orientam os especialistas.
Por fim, eles aconselham que os animais sejam mantidos suplementados à medida do possível. “Eles passarão por momentos difíceis, tanto no período do frio quanto após o frio – devido os prejuízos que as geadas causam para o valor nutricional das pastagens”, afirmam.
Pós frio
Depois da geada, a Embrapa Gado de Corte destaca atenção com a alimentação dos animais. “Em situação de reserva suficiente de massa das pastagens, suplemente os animais com suplementos proteicos que visam melhorar a digestibilidade e o consumo da forragem”, indica a nota técnica.
Alternativamente, caso não haja reserva de massa das pastagens, a orientação é “avaliar a possibilidade de suplementação com volumoso (feno, cana, capineiras), próprio ou adquirido, ou com suplementos concentrados (ração de semi-confinamento)”.
“Entretanto, em razão dos altos custos desta alimentação dos animais, recomenda-se que seja avaliada a possibilidade da retirada dos animais da propriedade em tempo hábil (antes que percam muito peso) – seja pela venda, parceria com outro produtor ou mesmo pela contratação temporária de um confinamento ‘boitel’”, ponderam os pesquisadores.
Há ainda a recomendação no ajuste do sistema de produção – pastagens e rebanho. “Após o retorno do período das águas é importante que seja feita uma avaliação dos estragos causados pela geada e pela seca, a fim de se planejar a necessidade de recuperação de pastagens e o ajuste do efetivo do rebanho, com relação à capacidade de suporte da fazenda – visando sua recuperação gradativa”.
Também destacam que “oportunidades de parcerias e de adoção tecnológica podem ser importantes neste momento, assim como a reorganização do modelo por meio da introdução de áreas mais florestadas (formações de capões e outras reservas), adoção dos modelos integrados de produção (lavoura-pecuáriafloresta ou apenas pecuária-floresta)”.