Atlético-MG, Palmeiras e Corinthians aparecem na sequência na lista
O ano de 2022 promete ser mais um em que o Flamengo deve “sobrar” sobre os seus adversários brasileiros – ao menos se aferidos os números de projeção de arrecadação.
A equipe rubro-negra, que vem quase meia década se destacando pelo poderio econômico muito acima dos rivais do Brasil e da América do Sul, conseguindo contratações antes tidas como impossíveis e de privilégio apenas de equipes europeias, agora dispara à frente das demais e deve ter uma temporada com o bolso cheio: uma projeção feita é de até R $ 1.033 bilhão no ano.
O número consta no planejamento oficial da equipe para 2022 e coloca o clube na liderança do ranking, levantado pelo jornalista Rodrigo Mattos, blogueiro do portal UOL.
Para chegar nesse valor, o Flamengo leva em consideração que R $ 186 milhões com as vendas de atletas devem ser arrecadados, além de R $ 77 milhões sem marketing e R $ 100 milhões na área de bilheteria e sócio torcedor. Já a estimativa de gastos da diretoria fica na casa dos R $ 611 milhões.
Já o segundo lugar está nas mãos do poderoso Atlético Mineiro, com R $ 821 milhões desembolsado de arrecadação e R $ 447 milhões em gastos.
Contudo, na faixa de recursos a serem arrecadados, a projeção leva em consideração uma possível venda da metade que ainda pertence ao clube do Shopping Diamond Mall, em Belo Horizonte (MG). A estimativa é que o imóvel vale hoje R $ 350 milhões.
Terceiro clube com a maior receita oficial publicada no Brasil, o Palmeiras pretende ganhar R $ 625 milhões, sendo R $ 133 milhões oriundos de venda de atletas. O valor a ser gasto para manter a equipe não foi publicado.
TIMÃO NA LISTA
O surpreendente quarto lugar ficou com o Corinthians, que se aproxima do rival Palmeiras e quer arrecadar R $ 598,7 milhões em 2022.
O dinheiro viria, por exemplo, da renda de bilheteria, estimado em R $ 70 milhões. Já o lucro esperado é de R $ 10 milhões, sendo o gasto para o ano de 2022 fixado em R $ 440 milhões.
Em quinto no ranking dos times com as principais marcas de arrecadação aparece o gaúcho Internacional, com R $ 420 milhões e R $ 237 milhões em gastos no futebol.
Já o sexto lugar é do São Paulo, outra potência econômica e atualmente atrás de rivais paulistas diretos.
Projetetando receita próxima dos R $ 400 milhões, o tricolor vender deve R $ 142 milhões em jogadores para atingir tal número – assim como no caso do Palmeiras, não há números sobre os gastos com futebol em 2022.
GRÊMIO AINDA FORTE
Mesmo com a queda para a Série B do Brasileirão 2022, o Grêmio pretende continuar entre os maiores arrecadadores do futebol nacional, com R $ 294 milhões – uma redução de quase R $ 200 milhões em comparação ao ano passado.
Além disso, os gastos foram estimados em R $ 213,8 milhões. O sétimo lugar é do Santos, com R $ 293 milhões de arrecadação e R $ 145 milhões em gastos estimados por ora.
Em processo de transferência administrativa, o Botafogo é o oitavo da lista, com arrecadação pretendida de R $ 192 milhões em 2022, contra R $ 191 milhões em gastos.
O Alvinegro carioca aderiu à Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e será gerado pelo John Textor britânico, executivo que também tem em suas mãos o Queens Park Rangers, da Inglaterra.
SEM FIM DO RANKING
Jogando a Série B, o Vasco da Gama é o último carioca da lista, com R $ 173 milhões de arrecadação e R $ 78 milhões de custos cumpridos.
Logo atrás aparecem Ceará (R $ 163 milhões de arrecadação e R $ 82 milhões de gastos) e Fortaleza (arrecadará R $ 141 milhões e gastará R $ 88 milhões), fechando o ranking de gastos.
Fluminense e Cruzeiro, outra vez que passa por transformação se tornando SAF, não divulgaram os dados financeiros para 2022 – os balancetes são anuais.
Nyelder Rodrigues
correiodoestado.com.br









