O empresário Walter Schlatter confirmou a participação do Grupo Schlatter na campanha “Mãos Solidárias”, criada pela prefeitura de Chapadão do Sul através da Secretaria Municipal de Saúde. O complexo empresarial voltado ao agronegócio está doando um Respiradouro Artificial, equipamento fundamental à sobrevivência dos pacientes acometidos com os sintomas mais graves do Coronavirus (Covid-19). O grupo possui tradição em ações filantrópicas e de cunho humanitário no município. Muitas delas nem são levadas ao conhecimento público. Neste momento em que a humanidade é afetada por uma peste terrível a participação de todos é fundamental.
Qualquer empresa pode doar itens de uso imprescindível de combate ao Covid-19 como álcool gel, máscara e sabão que serão distribuídos à famílias na condição de vulnerabilidade social. O Hospital Municipal de Chapadão do Sul contava com cinco respiradores mecânicos. Ainda não estão sendo usados por pacientes com Covid-19, mas há outras patologias que também exigem este importante equipamento. No caso de uma contaminação em massa nem mesmo os grandes centros conseguem atender a todos e muitos fatalmente vão morrer mesmo como na Itália, Espanha, China e agora os EUA.
RESPIRADOR: VIDA OU MORTE – Diante Da pandemia que ataca especialmente os pulmões das suas vítimas os sistemas de saúde de todos os países enfrentam uma realidade sombria: não há suficientes respiradores artificiais e unidades de terapia intensiva (UTIs) para salvar as vidas de todos os pacientes. Correndo contra o tempo, autoridades lutam para conseguir as preciosas máquinas e, assim, impedir que o índice de mortalidade do novo coronavírus aumenta mais.
EUA O NOVO EPICENTRO – Os Estados Unidos, com mais de cem mil casos confirmados se tornaram o novo epicentro da pandemia. As mais de mil mortes registradas no país continuam em níveis mais modestos do que na China, na Itália e na Espanha, onde o coronavírus atacara até o momento com maior força. Em boa medida, a explicação está na infraestrutura para o tratamento das pessoas contaminadas. O país tem a maior taxa de leitos de UTI do mundo – 34,7 para cada 100.000 habitantes – e 160 mil respiradores, segundo pesquisa da Johns Hopkins University.
FALTAM LEITOS NO MUNDO – Ainda assim, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) estimam que de 2 milhões a 21 milhões americanos podem precisar de hospitalização, o que sobrecarregará os cerca de 1 milhão de leitos disponíveis no país, igualmente o maior do ranking. Apesar da quantidade de respiradores disponível, nesta semana o governador de Nova York, Andrew Cuomo, apelava à Casa Branca urgência na provisão de mais equipamentos. Esse estado registra cerca de 45% das mortes.
CERCA DE 9 MIL MORTOS NA ITÁLIA – A Itália, onde a pandemia ainda castiga duramente a população local, há perto de cem mil casos confirmados e cerca de 9 mil mortes. O elevado número de mortes está associado o sistema de saúde sobrecarregado e a disponibilidade de 12,5 leitos em UTIs por 100.000 habitantes. No país, há 5 mil respiradores para adultos e mais 900 para crianças. Cerca de 13 mil pacientes precisam ser hospitalizados e não encontram vagas.
MAIS DOENTES QUE RESPIRADOUROS – A busca por respiradores prontos para a comercialização tornou-se prioridade para esses e outros países, não importa o custo, que pode variar de 25 a 50 mil dólares. As atuais fábricas demonstram capacidade limitada para suprir a demanda e novas alternativas vem sendo procuradas. Essa situação de escassez, porém, já havia feito parte dos alertas de Tom Inglesby, diretor do Centro de Segurança em Saúde da Johns Hopkins University. “Mesmo em países de alta renda, como os Estados Unidos, haverá mais pessoas com insuficiência respiratória do que temos a capacidade de cuidar”, dissera Inglesby em entrevista concedida em 2018.
ESCOLHA DE QUEM VAI MORRER – A falta desses equipamentos e de UTIs já tem provocado situações extremas para médicos na Itália, expostos a decidir qual paciente terá acesso a esses recursos e qual será deixado à mercê de seus sistemas imunológicos. Diante desse quadro, os governos dos Estados Unidos e de alguns países europeus fizeram parcerias inusitadas para aumentar a oferta dessas máquinas “salva-vidas”. Pela primeira vez desde a II Guerra Mundial, esses chefes de estado pediram às empresas automobilísticas para adequarem as linhas de produção e orientarem seus empregados à fabricação de equipamentos de combate – desta vez, ao vírus.
LINHA DE MONTAGENS DE RESPIRADOUROS – A General Motors, a Ford e a Tesla, nos Estados Unidos, prometeram recursos para produzir mais ventiladores. Na terça-feira 24, a Ford anunciou que já estava trabalhando com a GE Healthcare e a 3M, fabricantes do setor de saúde. O Reino Unido está em negociações com a Rolls-Royce e a Jaguar Land Rover, que já receberam projetos das máquinas. Na Alemanha, o governo discute com a Volkswagen a possibilidade de fabricar respiradores nas suas mais de 125 impressoras 3D industriais. Mas as montadoras vão precisar correr: de acordo com a Popular Mechanics, revista americana de ciência e tecnologia, fábricas de respiradores levam até 40 dias para montar um desses equipamentos médicos.
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