Por Cristiana Lôbo
Fonte: G1
Foto ( divulgação)
A reação no Palácio do Planalto foi imediata à notícia publicada no site da revista Veja de que o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, havia determinado a quebra do sigilo bancário do presidente Michel Temer.
Barroso é o relator do inquérito que investiga o suposto pagamento de propina na edição, por Temer, do decreto que alterou as regras do setor portuário. Para assessores do governo, Temer foi transformado em “vítima de ativismo judicial”.
A irritação do governo começou com o pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para incluir Temer nas investigações que apuram o repasse de R$ 10 milhões para o PMDB pela Odebrecht. O STF atendeu ao pedido.
“Mais do que irritação é indignação”, disse à imprensa o ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo.
Assessores do presidente, nos bastidores, fazem crítica à atuação do ministro Barroso. Para eles, o ministro tem adotado posturas no STF “jogando para a plateia”, sem explicitar precisamente quando isso teria acontecido.
A quebra do sigilo bancário de Temer chega num momento em que o o círculo mais próximo ao presidente tenta demonstrar a possibilidade da candidatura dele à reeleição. Este foi o assunto de reunião no Jaburu, na noite de domingo, de Temer com o presidente do MDB, Romero Jucá, e o ministro Moreira Franco.









