Mais um registro de moradores, de uma cobra casvavel, próximo à uma residência. Desta vez, no bairro Residencial Paraíso, onde já não é a primeira vez que moradores registram a presença de serpentes nas proximidades.
A cascaval foi encontrada na noite do último sábado (25) próximo às residências da Rua Três, no residencial Paraíso.
O animal tinha cerca de 1,5 metro. Estava em posição de bote quando foi encontrada.
Os moradores ficaram assustados com a presença do réptil. Na mesma semana, uma serpente da mesma espécie, foi encontrada no Jardim do Éden, na varanda de uma residência.

O animal adulto, causou espanto e medo para a família que reside no local.
A característica mais marcante da cascavel é um som de chocalho forte. A cascavel ocupa o primeiro lugar no número de mortes causadas por acidentes ofídicos, aqueles que envolvem mordidas de cobras.

Segundo um estudo realizado pelo Instituto Vital Brazil, no período de 1990 a 1993, mais de cinco mil pessoas foram picadas por cascavéis.
Das 35 espécies que existem no mundo, apenas uma vive no Brasil – a Crotalus durissus. Ela habita os cerrados, regiões áridas e semi-áridas do Nordeste brasileiro, bem como os campos abertos das regiões Sul, Sudeste e Norte.
Veneno da cascavel
Boicininga – “cobra que soa”, na língua tupi – , é outro nome da cascavel, que possui um veneno poderoso. Ele destrói as células do sangue das vítimas, causa lesões musculares, afeta os sistemas nervoso e renal.
Na peçonha dessa serpente, há uma proteína que causa rápida coagulação, fazendo o sangue da vítima endurecer. O ser humano tem uma proteína parecida, a trombina. Ela é ativada quando nos machucamos e forma a “casquinha” nas feridas.
As células sanguíneas dos seres humanos possuem uma outra proteína chamada mioglobina. Quando o veneno crotálico – da cascavel – destrói essas células, a mioglobina sai na urina da vítima, que assume uma cor avermelhada.
Como tratar uma picada de cascavel?
A picada de cascavel não dói, segundo diversos relatos do Instituto Butantan. Quem for mordido jamais deve fazer torniquetes ou garrotes – isso agrava a ação do veneno e pode levar à amputação do membro atingido. Também não se deve enfaixar a ferida.
Pode-se lavar a ferida com água e sabão ou com soro fisiológico. Mas a melhor coisa a se fazer é levar a vítima o mais rápido possível para o hospital e, de preferência, com a cobra.
Isso é importante para a identificação do animal e, portanto, para a administração correta do soro antiveneno, ou antiofídico. Se não for possível capturar a serpente, deve-se dar uma boa olhada nela, para depois descrevê-la ao médico e ele poder aplicar o soro correto.
Por Fernando Brito
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