No ano de 1949, Moysés Araújo Galvão e Leontina Geraldino Galvão, deram início à fundação de Figueirão. Não foi fácil. Primeiro Moysés teve que convencer as famílias pioneiras, crentes de que a cidade poderia trazer pessoas de fora e se apossarem de seus patrimônios. Mas o pior desafio foi conseguir assinaturas dos moradores através de um abaixo-assinado, aprovando o projeto da criação da vila.Os fundadores tinham certeza de que uma escola seria a melhor opção para a fundação de uma cidade, logicamente ao redor dela, seriam erguidos os primeiros ranchos para o alicerce da próspera cidade de Figueirão. E logo o vilarejo já estava engatinhando sobre o solo arenoso, entre gravatazais, rabichos-de-velho, jatobazeiros e guavirais, iluminado pelas lendárias mães-de-ouro, histórias de lobisomens, assombrações e gritos melancólicos dos urutaus e jaós. Se Moysés e Leontina ressuscitassem hoje, grande seria seu espanto e lágrimas perante à vila do Córrego do Mato,”Figueirão”, que eles viram nascer desta pequena escola, que agora não existe mais, desapareceu na poeira da ignorância cultural.
Professor Admar de Araújo.
Historiador Figueirãoense.









