Abandono, maus-tratos, agressão, envenenamento e condições insalubres de vida aos pets são considerados crimes ambientais
Revoltados com a situação de cães abandonados à própria sorte, moradores procuraram a reportagem do Costa Rica em Foco para denunciaram dois casos de suspeita de maus-tratos na cidade.
Segundo os denunciantes, existem dois cachorros que estão sofrendo há meses maus-tratos dos seus proprietários, em um dos casos, houve até abandono do animal.
O primeiro caso denunciado é no bairro Ramez Tebet, mais necessariamente na Rua Cláudia Beatriz Carvalho, onde os moradores relataram a nossa reportagem que um cachorro, porte grande, já idoso, doente (possível tumor no pescoço) e com muito carrapato, foi abandonado a própria sorte pelo proprietário que mora na mesma rua (Foto: 01).
Um dos denunciantes, que não quis se identificar, conta que o animal veio da fazenda para a cidade, trazido pelos próprios donos, mas que em determinado momento, o cachorro passou a viver na rua, sendo que os outros animais sadios vivem na residência. “A dona desse cachorro é fazendeira conhecida na cidade, ela mesmo já me disse que o animal é dela, que tem dó do estado que ele chegou, mas não fez nada para ajudar, pior colocaram ele na rua, isso é revoltante”, conta.
Outro morador, que também pediu para ter a identidade preservada, conta que o filho da fazendeira é o tutor do animal, porém ele se nega a assumir a responsabilidade pelo mesmo. “Em uma primeira conversa que tive com ele, expliquei que o animal não poderia ficar daquele jeito deplorável, que precisava de tratamento e que não poderia ficar na rua abandonado. Ele reconheceu que o animal era dele, mas em outra ocasião ele teve a coragem de me dizer que o animal não era dele, que era de um antigo morador da casa. Isso é revoltante, todos sabemos que o animal é dessa família, que veio da fazenda, e foi abandonado aqui”.
Já na região central de Costa Rica, mais precisamente na Rua Tércio Teixeira Machado, moradores denunciam os maus-tratos de um cachorro, de porte médio, que vive amarrado, enfrentando sol e chuva diariamente (Foto 02).
“Esse animal vive amarrado por uma corda curta, exposto ao sol e chuva. Não tem uma boa higiene o local, fica em um espaço com barro e lama, late muito por estar sendo mutilado, sofre diariamente maus-tratos, isso é revoltante. As autoridades precisam fazer alguma coisa”, cobrou um morador, que terá a identidade preservada.
Para a advogada e presidente do grupo Ajude um Focinho, Thays Felício, a Lei de Crimes Ambientais Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, precisa ser cumprida em Costa Rica. “Somos conhecedores que algumas denúncias já foram feitas por moradores da cidade e não viraram em nada”, lamenta a ativista.
Thays Felício conta que a cada dia cresce em Costa Rica o número de animais vítimas de maus-tratos e abandonados. Ela frisou que ao tomar conhecimento de denúncias relacionadas a crimes contra animais os voluntários do grupo buscam averiguar, mas que o mais importante é que a sociedade também faça o seu papel de registrar as denúncias nos órgãos competentes.
“Em 2019, voluntários do grupo estiveram em várias escolas da cidade conscientizando os alunos sobre o cuidado que devem ter com os animais e que maltratar um animal configura-se como crime, de acordo com o Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais Nº 9.605/98), que considera crime as práticas de abuso, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos, nativos ou exóticos. A pena é de três meses a um ano de prisão. Podendo ser aumentada se houver resultado morte”, alerta Thays Felício.
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