Senador disse não ter experiência no executivo, daí a recusa em disputar o governo
O senador Waldemir Moka, vice-presidente regional do MDB, disse que seu nome foi sondado como opção para preencher a vaga deixada pelo ex-governador André Puccinelli, que renunciou no domingo (29) a condição de pré-candidato ao governo pelo partido.
Até sábado (28), os emedebistas garantiam que a sigla não tinha Plano B e que ia manter Puccinelli candidato, ainda que preso. De dentro da prisão, o ex-governador convocou reunião e anunciou a desistência.
“É sempre assim, perguntam-me se quero disputar o governo, mas é uma questão de experiência. Sempre atuei no Legislativo [vereador, deputado estadual e federal], não tenho experiência no Executivo”, afirmou o senador, que recusou e assegurou que sempre vai rejeitar a proposta.
O senador, pré-candidato à reeleição, acha que os partidos aliados do MDB vão concordar com a troca e que Simone será bem aceita como a “candidata certa” ao governo pelo MDB. As candidaturas dos emedebistas e dos parceiros políticos serão homologadas no sábado, na convenção do partido.
Ao menos até a manhã desta segunda-feira (30), nem os emedebistas nem os aliados arriscaram um nome para compor chapa com Simone como vice.
O senador, que tem mandato garantido até fevereiro do ano que vem, disse desconhecer a vontade do ex-governador, que desistiu da disputa por estar preso desde o dia 20, dez dias, em concorrer vaga na Assembleia Legislativa ou Câmara Federal.
“O negócio dele é Executivo [governo], mas ele seria um ganho para o partido como deputado estadual ou federal”, afirmou Moka. Puccinelli foi preso a mando da 3ª Vara Federal, em Campo Grande, por lavagem de dinheiro.
O senador declarou também que o anúncio do nome de Simone “repercutiu positivamente” dentro do partido e entre os aliados. “Ela é conhecida nacionalmente, é extremamente preparada”, concluiu.
Celso Bejarano
Foto: André de Abreu
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