Os professores da rede municipal de Chapadão do Sul deliberaram pela paralisação das atividades nesta quarta-feira (26) numa mobilização pelo cumprimento da lei federal que estabelece o piso salarial nacional do magistério. A reivindicação de classe se estende há mais de um mês com mobilizações na Câmara de Vereadores. Na manhã de hoje a concentração se deu na Praça de Eventos e seguiu até o Paço Municipal Edwino Raimundo Schultz.
Segundo a presidente do SIMTED (Sindicato dos Trabalhadores na Educação) de Chapadão, Tânia Marques, a prefeitura não paga o piso. “Para pagar o piso no nível A 01 que é o magistério antigo nível de Ensino Médio e referência salarial de base para a valorização profissional dos professores deveria ser pago o valor de R$ 2.210,00 por 20 horas como diz a Lei do Piso Nacional. Aqui a referência está em R$ 1.802,40. Muito abaixo do valor de referência em nível de Brasil.”
Ainda segundo a professora “para a Valorização Profissional a prefeitura teria também que pagar esse ano a partir de 1° de janeiro um reajuste, de acordo com o Piso Nacional, de 14.95%. Foi dado apenas 7%. Segundo Tânia, os professores de Chapadão acumulam uma perda salarial em torno de 35%.
Em reunião de negociação no dia 17 de abril, a Fetems (Federação Estadual dos Professores), apresentou os números da arrecadação do FUNDEB, mostrando que houve aumento na receita e que seria possível aplicar o reajuste para atender o valor do piso salarial nacional.
O Simted de Chapadão do Sul esclarece também que a lei federal do piso salarial não depende do Plano de Cargos e Carreira do município. Segundo a presidente do Sinded, a prefeitura está iniciando uma revisão no PCCS mas não existe vínculo disso com o Piso Nacional que é determinada por uma lei federal superior às leis municipais e estaduais, válida para todo território nacional.
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