Rosildo Barcellos
A nação clama por mudanças e refletem a insatisfação com as politicas do governo. O que sabemos de certeza, por enquanto, é que o dia 16 de junho de 2020, menos de um mês depois de atingir a marca de um milhão de casos confirmados, de Covid-19, o Brasil atinge a marca de mais de dois milhões de infectados no país. Hoje, um pouco mais de um ano depois o país apresenta 554.497 mortos pela covid-19. Ainda há 3.414 óbitos em investigação. Com os novos casos, a soma de pessoas infectadas desde o início da pandemia foi para 19.839.369. Ainda há 714.881 casos em acompanhamento. O nome é dado para pessoas cuja condição de saúde é observada por equipes de saúde e que ainda podem evoluir para diferentes quadros, inclusive graves. O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 chegou a 18.569.991. O total representa 93,6% das pessoas infectadas desde o início da pandemia.Na sociedade atual, que sobrevaloriza o indivíduo e a capacidade de acumulação de bens materiais, o desemprego é, sem dúvida, um dos maiores medos sociais O impacto da Covid-19 fará com que o mundo passe por experiência semelhante à Grande Depressão de 1929. A recessão, na prática, engloba uma série de fatores que impactam diretamente na economia, como a redução da produtividade das indústrias, aumento do desemprego, a diminuição do poder de compra das famílias e a redução dos investimentos
Por outro lado, é possível até que exista uma confusão para descobrir quem está com dengue, com gripe ou covid-19. A letalidade da dengue é parecida com a influenza sazonal ( 0,08% dos casos). Já a covid-19, apesar da letalidade não ser alta (3,5%), demanda um tratamento mais complexo, muitas com internação. Mas não há dúvidas que acúmulo dessas doenças vai pressionar o sistema de saúde. E isso sem falarmos de outros problemas, pois o hipertenso não vai deixar ser hipertenso por causa da pandemia, o mesmo ocorre com o diabético. Por isso, nesse momento, a boa gestão da saúde e dos recursos disponíveis vai ser importantíssimo. Revigora o fato de que a pauta de reivindicações é ampla, incluindo solicitações por melhorias nas mais diversas áreas, além de transparência dos gastos públicos. Em suma, são recados claros à classe política e ao poder público instituído. O governo precisa realizar com eficiência sua lição de casa, comunicar o que está fazendo e como está fazendo e ainda explicar os óbices que o impedem de fazer mais e melhor. Hoje, o Brasil tem 80.9 milhões de usuários de internet. Na zona rural, apenas 10% dos domicílios estão conectados mas também mostrou a força que outrora não existia do Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp. Negligenciar demandas populares e movimentos sociais é temeroso.
É um equívoco governar perdendo a interlocução. E é preciso lembrar que existe um outro grupo da população brasileira que, neste momento, se encontra silencioso, mas que certamente seu brado será ouvido muito claramente nas urnas. Nós deixamos o país solto e acreditando ingenuamente na bondade e nos discursos doces daqueles que lideraram até aqui. Mas saibam todos que nós, articulistas, não fugimos de luta alguma. Os preços altos estão prejudicando o planejamento familiar e a vida das pessoas. Faltam médicos em 41% das cidades do nordeste, faltam remédios e comida na mesa, no próximo mês iniciam os cortes de energia por falta de pagamento. São muitos motivos mas um só objetivo: viver com um mínimo de conforto e segurança para nossas famílias.
Quo vadis? é uma frase latina que significa “Para onde vais?” ou “Aonde vais?”. O uso moderno da frase refere-se a uma tradição cristã aonde São Pedro encontra Jesus quando fugia de uma provável crucificação em Roma. Pedro pergunta a Jesus “Quo Vadis”, e Jesus lhe responde, “Eu estou indo a Roma para ser crucificado de novo.” (Roman vado iterum crucifigi.); prontamente Pedro ganha coragem para continuar seu ministério e a partir daquele momento torna-se um mártir e se transforma na personagem mais importante para o crescimento da fé cristã na época.
*Articulista








