Canal direto da população na representação de suas demandas sejam por obras e melhorias ou reclamação por serviços que não estão satisfatórios os Vereadores tem papel fundamental principalmente quando o tema requer representatividade na capital, em discussões como a que vemos em torno da alta abusiva inserida nas contas de energia elétrica dos sul mato-grossenses.
Assim, firmes no compromisso de defender a população de Alcinópolis deste aumento abusivo, os vereadores Ângelo do Nicola e Cintia (DEM), Alcir e Marcão (MDB), Valter e Passarinho (PSDB) e Wellington Guimarães (PSB) estiveram na capital do Estado participando da audiência pública que reuniu vereadores de outros 54 municípios, no último dia 20 de fevereiro.
Na opinião do Vereador Wellington, a justificativa da empresa de que houveram mudanças significativas nos hábitos da população por conta da elevação das temperaturas no início do verão, não são convincentes. “Os aumentos foram excessivos. Não percebemos por parte da empresa um critério que pudesse justificar. Saímos do encontro com a certeza de que houve abuso e vamos lutar até o fim para que esse erro seja corrigido”.
Para o Vereador Ângelo, participar da discussão na capital, é fundamental para que novos abusos não ocorram, pois, mostrando sua preocupação a câmara deixa claro as prestadoras de serviços que está atenta e não vai permitir que o cidadão seja lesado em outras situações.
Já o Vereador Passarinho lembrou que o aumento foi sentido por famílias de todas as classes e que, em Alcinópolis recebeu relatos de contas que chegaram a dobrar de valor de um mês para o outro. “A população tem representação. Vamos participar da discussão até o fim, buscando justiça para os abusos praticados pela Energisa”. Completou.
O Vereador Alcir, comentou que tem acompanhado as ações dos parlamentares da capital em torno do tema, e acredita que essa mobilização, junto com as ações realizadas em cada município, resultará em mudanças no comportamento da empresa, que segundo ele, sequer conseguiu explicar as taxas cobradas nas contas de luz.
Já o Vereador Valter comentou que este tipo de ação da empresa, coloca sua reputação em cheque, quando a equipe comparece a uma audiência pública e tem dificuldades de esclarecer o que significam tantas siglas e taxas da conta. “A população não vai aceitar pagar pelo que, nem mesmo a empresa, consegue explicar do que se trata”.
O Vereador Marcão foi além e disse que as famílias de baixa renda vão enfrentar ainda mais dificuldades ao passo que tiram de outras despesas o valor desse aumento. “As famílias vão cortar que item da sua lista de despesas do mês? E mais, até quando elas vão suportar aumentos das contas, sem aumento dos seus vencimentos? ” Questionou.
“Entendemos que, por meio de união, podemos esquecer o ‘eu’ e pensar o ‘nós’. Estamos aqui dando essa demonstração à população de Mato Grosso do Sul.”, afirmou o presidente da Câmara de Campo Grande, vereador Prof. João Rocha.
Não convencidos das explicações oferecidas pela empresa, os vereadores já agendaram, para o dia 28 de fevereiro, uma reunião com o presidente da Energisa, Marcelo Vinhaes Monteiro.
Deputados estaduais também participaram da audiência e prometeram engrossar a luta pelo fim das altas nas contas de energia. Segundo o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa, é preciso ter embasamento técnico para buscar uma diminuição nas tarifas.
Defensoria fala em ações na Justiça
A defensora pública e Coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa do Consumidor, Jane Inês Dietrich, concordou com o sentimento de indignação durante a audiência. Segundo ela, no entanto, são raros os casos de aumento abusivo que vão parar na Justiça.
“Levar ao judiciário esses casos têm sido muito difícil, pois não temos elementos técnicos. A emoção é justificada, mas tem que ter eficiência. Temos que mostrar quantas pessoas estão sendo prejudicadas, temos que recolher contas, fazer arquivos. Só com belas palavras não se vai a lugar nenhum. Temos que recolher contas, cópias, talvez seja um passo que possamos dar para solucionar um problema que sempre existiu”, afirmou.
Fonte Bulhões Digital









