Bom dia, meu querido Figueirão.
Ou melhor, bom dia meu prezado irmão.
Parabéns pelo seu aniversário!
Viemos de um só tronco genético,
Nascemos com os mesmos dons poéticos
Inspirados neste colossal cenário.
Coisas que não saem da lembrança,
O tempo em que a gente era criança,
Banhar no Córrego do Mato e Sucuri,
Rolar na areia e se lambuzar,
Brincar de esconde-esconde, ao luar,
Fartar-se de frango com bacuri.
Sentir o cheiro das flores do cerrado,
Ter nossos pais e ser amado,
Estudar na Escolinha Rural Mixta,
Correr do caminhão a manivela,
Comer arroz com ovo na panela,
E merendar mandioca frita.
Ser benzido pela vovó Jesuína,
Ouvir os causos da dona Joaquina,
Subir na goiabeira e apanhar goiabas,
Jogar peteca nos horários de recreios,
E aos domingos ser atleta nos torneios,
Com bolas feitas com o leite de “mangaba”.
E assim… viajo em meus pensamentos,
Recordando nossos felizes momentos,
Apenas uma diferença existindo:
Quanto mais aniversários você faz,
Fica mais belo, robusto, atraente e audaz,
Enquanto minhas forças vão sumindo.
Professor Admar.
Poeta Figueirãoense.









