Em minhas viagens costumeiras ao passado, hoje me recordei de uma pessoa muito amiga e carismática: Sabino Malaquias. Filho de Joaquim Malaquias da Silva, fundador da Pontinha do Cocho e primeiro morador do “Sertão do Figueirão”. Seu Sabino, há décadas que optou por morar em Figueirão para dar escola às crianças. Grande Catireiro, dono de uma linda voz inimitável e exímio rezador de terços. Sabino jamais negou um sorriso a ninguém, amigo de todos e companheiro da hora. Foi um dos alunos do professor Moysés Galvão, em 1935, e em 1978, rezou no cemitério local, o terço de sétimo dia do falecimento do referido mestre. Nasceu de uma família muito devota, conservadora das tradições religiosas e culturais, que se destaca até hoje como raiz
dos maiores catireiros sul-mato-grossenses. Seu filho, João Silva, nos deixou na flor da idade, gravou um cd com grandes sucessos de sua autoria, sem falar da saudade que ficou nos corações de seus fãs e de suas fãs. Às vezes, de manhã, eu ainda estava deitado, já ouvia a voz do Sabino dando bom dia às pessoas e perguntando–lhes: –É bolo? Se alguém perguntasse: — O senhor está bom, seu Sabino? Ele respondia rapidamente: — meia carne. Quando via algo estranho, dizia: –Aí aperta. Às refeições, convidava a gente para pegar o carolina. São estes adjetivos e frases próprias que marcaram a passagem deste herói por este Planeta e deixaram viva sua presença em todos nós Figueirãoenses.
Por : Professor Admar de Araújo.historiador Figueirãoense.









