O Partido Liberal (PL) oficializou nesta quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho (RN) à presidência do Senado Federal. O anúncio foi feito após uma reunião de lideranças da legenda, em Brasília, e marca uma nova tentativa do parlamentar de assumir o comando da Casa a partir de fevereiro de 2027.
Líder da oposição, Marinho contará com o apoio do Novo, que terá três representantes no Senado na próxima legislatura. O PL, por sua vez, terá a maior bancada, com 29 senadores, e pretende ampliar as alianças para conquistar os 41 votos necessários à eleição.
Entre as legendas procuradas para compor a articulação estão PP, Republicanos, MDB, Podemos e PSD.
Durante o anúncio, Marinho afirmou que pretende garantir espaço às diferentes correntes políticas na administração do Senado. O parlamentar também fez críticas à atual condução da Casa e disse que sua candidatura terá como princípios o respeito à Constituição e às prerrogativas dos senadores.
Tereza Cristina também articula candidatura
A movimentação do PL ocorre em meio às articulações da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também pretende disputar a presidência do Senado.
Os dois parlamentares mantêm conversas para evitar uma divisão dos votos entre os grupos de oposição. Segundo Marinho, existe um entendimento para que apenas um dos dois permaneça na disputa até a eleição, marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Tereza Cristina, entretanto, mantém sua pré-candidatura e busca apoio de integrantes do Centrão e de outras bancadas para fortalecer seu projeto.
Alcolumbre também busca permanecer no comando
O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também trabalha para permanecer no cargo. Ele conta com o apoio de setores do Centrão e de integrantes da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Rogério Marinho já disputou a presidência do Senado em 2023, quando foi derrotado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Agora, o senador aposta no crescimento da bancada do PL e na construção de alianças com outras legendas para tentar conquistar o comando da Casa. A definição das candidaturas e dos apoios deve avançar nos próximos meses, à medida que se aproximar a eleição.





