TSE descarta prorrogar mandatos, mas pode adiar eleições para o fim do ano
Willams Araújo
O possível adiamento das eleições municipais de outubro para dezembro não muda cenário político em Mato Grosso do Sul.
Esta semana, ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral ) cogitam adiar as eleições para o fim do ano devido à pandemia do Covid-19 (novo coronavírus).
A decisão sobre a data das votações deve ser tomada entre fim de maio e início de junho, a depender da situação sanitária do país.
Ainda que o quadro não esteja definido, os ministros descartam a possibilidade de prorrogação dos mandatos atuais. Isso aconteceria se as eleições fossem reagendadas para 2021. Ou, ainda, se houvesse unificação com as eleições gerais de 2022.
“A saúde pública, a saúde da população é o bem maior a ser preservado. Por isso, no momento certo será preciso fazer uma avaliação criteriosa acerca desse tema do adiamento das eleições. Mas nós estamos em abril. O debate ainda é precoce. Não há certeza de como a contaminação vai evoluir. Na hipótese de adiamento, ele deve ser pelo período mínimo necessário para que as eleições possam se realizar com segurança para a população. Estamos falando de semanas, talvez dezembro”, disse o ministro Luís Roberto Barroso, que vai presidir o TSE a partir de maio.
Mato Grosso do Sul
Pela legislação vigente, o primeiro turno das eleições municipais acontecerá em 4 de outubro, quando os eleitores sul-mato-grossenses irão às urnas para escolher, além dos 79 prefeitos do Estado, os vice-prefeitos e os vereadores.
O segundo turno ocorrerá em 25 de outubro, no caso apenas em Campo Grande, se esse for o resultado do pleito.
O cenário político local será marcado este ano por maior número de candidatos à reeleição em Mato Grosso do Sul, inclusive na capital, onde o prefeito Marquinhos Trad (PSD) se organiza para garantir apoio político de vários partidos.
Dos 79 atuais prefeitos do Estado, 65 deles estão aptos a participar das eleições, embora isso não signifique que todos estejam interessados em buscar mais quatros anos de mandato, uma vez que alguns podem desistir da disputa por decisões partidárias ou questões pessoais.
A disputa pelas prefeituras este ano deve incluir na lista de candidatos prefeitos que assumiram o cargo no andamento do atual mandato devido a eleições suplementares determinadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), como é o caso de André Nezzi (PSDB), de Caarapó, em 2018; Paulo César Franjotti (PR), de Japorã; e Edson Moraes de Souza (Patriota), de Miranda, no ano passado.
Também novo no cargo, o prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes (PSDB), assumiu em lugar de Ruiter Cunha de Oliveira (PSDB), que faleceu no começo de novembro de 2017 aos 53 anos. Em Ladário, Iranil Soares (PSDB) também chegou ao cargo a partir do afastamento de Carlos Russo, em 2019.
Enquanto a maioria dos gestores públicos já busca entendimentos no sentido de encaminhar à reeleição, 14 prefeitos, reeleitos em 2016, se preparam para encerrar seus mandatos, entregando os cargos a seus sucessores em janeiro do ano quem vem.
Apesar disso, esses não estão livres dos mesmos compromissos, com o fechamento das contas municipais e campanha eleitoral, uma vez que devem trabalhar forte para fazer seus sucessores.
Entre os que devem entregar os cargos em janeiro de 2021 estão os prefeitos de Bataguassu, Pedro Caravina (PSDB), atual presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), e de Costa Rica, Waldeli dos Santos Rosa (MDB), ambos bem avaliados em nível nacional por destacadas administrações.
Além deles, não podem mais postular à reeleição os prefeitos de Aparecida do Taboado, José Robson Samara, o Robinho (PSB); Caracol, Manoel Viais (PSDB); Coxim, Aluízio São José (PSB); Figueirão, Rogério Rosalin (PSDB); Itaquiraí, Ricardo Favaro Neto (PSDB); Ivinhema, Éder Uilson França Lima, o Tuta (PSDB); Laguna Carapã, Itamar Bilibio (MDB); Maracaju, Maurílio Azambuja (MDB); Paraíso das Águas, Ivan da Cruz Pereira (DEM); Rio Verde, Mário Kruger (PSC); Santa Rita do Pardo, Cacildo Dagno Pereira (PSDB); e Taquarussu, Roberto Tavares Almeida, o Roberto Nem (PSDB).
Na esteira da campanha eleitoral, o maior número de prefeitos aptos a concorrer à reeleição pertence ao PSDB do governador Reinaldo Azambuja — 37 no total.
O partido também lidera entre os 14 gestores públicos que estão na iminência de entregar seus cargos: 8 no total. Com informações do site oficial do TSE.
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