O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (14) que foram registrados 1.832 casos do novo coronavírus no Brasil e 204 mortes relacionadas à COVID-19 no Brasil nas últimas 24 horas. Com isso, o total de casos chegou a 25.262 e o de mortes, a 1.532.
Os dados apontam um crescimento de 8% no número de infectados e de 15% no número de mortes decorrentes da doença no intervalo de um dia.
O estado de São Paulo concentra o maior número de casos, com 9.371 casos e 695 mortes. Na sequência, aparecem o Rio de Janeiro (3.410 casos e 224 mortes), o Ceará (2.005 casos e 107 mortes), o Amazonas (1.484 casos e 90 mortes) e Pernambuco (1.284 casos e 115 mortes).
Segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, nesta terça foi registrado o pico de internações de confirmados para COVID-19. São 1.111 internados em leitos de UTI e 1.042 em enfermarias. O governo estadual também informa que cinco hospitais destinados especificamente para o tratamento de casos relacionados ao coronavírus estão com ocupação acima de 70%.
São eles: Hospital Sancta Maggiore Higienópolis (83%), Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (77%), Hospital Municipal do Tatuapé (77%), Conjunto Hospitalar do Mandaqui (76%) e Santa Casa de São Paulo (71%).
Boletim do Ministério da Saúde sobre o panorama do novo coronavírus
Foto: Reprodução/Ministério da Saúde
Há uma defasagem permanente nos dados registrados pelo Ministério da Saúde. O boletim anunciado diariamente às 17h reflete os registros das secretarias estaduais de Saúde ao longo das 24 horas anteriores.
Esse registro é manual e sofre alterações conforme a rotina de trabalho das estruturas locais de saúde pública. Segundo o Ministério da Saúde, o ritmo de atualizações é mais lento aos finais de semana e feriados.
Outra razão é a própria demora dos testes. Há grande volume de exames sendo analisados e processados, o que amplia o prazo de demora para os resultados. A principal forma de identificar os óbitos é por meio dos casos de pessoas que já tinham sido diagnosticadas com a COVID-19 e morreram após piora no quadro da doença.
Vacina para caminhoneiros
Começa nesta quinta feira (16) a vacinação de caminhoneiros e trabalhadores portuários contra a gripe influenza em todo o país. São cerca de 2 milhões de doses da vacina, que poderá ser aplicada em qualquer lugar do Brasil.
A antecipação da vacinação de atende a um pedido do ministério da Infraestrutura junto ao ministério da Saúde, e inicia dia 16 de abril até 9 de maio, justamente para beneficiar essas categorias que fazem parte dos serviços essenciais em tempos de COVID-19. A vacina não atua contra o coronavírus, mas protege contra Influenza A – H1N1, Influenza B e Influenza A – H3N2, o que vai ajudar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico do coronavírus, já que os sintomas são semelhantes aos da gripe.
Durante o anúncio, feito em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou que “os profissionais de transporte terão esse suporte porque o governo federal está garantindo esse conforto a mais aos trabalhadores que estão prestando um grande serviço ao nosso país, tão importantes para nós, especialmente, neste momento”. É nosso dever garantir essas condições e dar segurança para todos que estão nas estradas”, completou.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Guilherme Venaglia e João Vianey








