A Polícia Civil de Chapadão do Sul, que está à frente da investigação deste bárbaro assassinato de Amanda Souza Barbosa, na comunidade da Pedra Branca, terá um trabalho difícil pela frente. O objetivo é identificar os autores que – provavelmente – são os mesmos que “acamparam” no matagal no entorno da comunidade, promoveram um clima de terror e praticaram arrombamentos e agressões contra moradores. Já tinham investido a tiros contra a casa da vítima e de seu marido e agora voltaram para – teoricamente – executá-la ou a seu marido que estava no trabalho. Como não eram esperados chegaram de tocaia, sem serem vistos.
Atiraram – provavelmente – com uma cartucheira de uma distância de 14 metros e podem não terem sido flagrados pela câmera de monitoramento do local. O cenário deste crime ainda é o mais nebuloso possível porque a comunidade é pacata. Há relatos que em abril deste ano, quando estes homens apareceram na Pedra Branca praticaram vários arrombamentos. Dormiam em casas desocupadas e chegaram a invadir uma residência com morador dentro. Obrigaram ele a preparar comida e depois lhe aplicaram uma violenta surra. São maus e fogem do perfil de “ladrões de galinha”. Descobrir quem são e o que queriam tornou-se o objetivo das polícias de Chapadão do Sul e Paraiso das Águas.
Segundo informações que vão chegando do local Amanda Souza Barbosa teria sido assassinada com um tiro nas costas, caracterizando a intenção de execução de tocaia. Em abril desconhecidos armados “acamparam” na pacata zona rural e começaram a aterrorizar a todos com arrombamentos e uma tentativa de assalto num bar. Foram rechaçados. Na sequencia atiraram na casa onde morava a vitima e agora teriam voltado para terminar o que começaram.
A pergunta que a polícia precisa e deve responder é se eles voltaram somente para esta bárbara execução. Caso ninguém não seja preso o crime será de difícil elucidação porque somente os executores poderão explicar os motivos. Estaremos tentando trazer novas informações na medida em que o trabalho da polícia evolua nas investigações. Se forem os mesmos que acamparam no mato no início de abril já mostraram que estão acostumados em fugas e na camuflagem em terrenos acidentados e com mato.
(Foto / Ilustração)
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