A vítima deve passar por cirurgia na Santa Casa em Campo Grande
Seguem as buscas por Gabriel Matos da Silva, 26 anos, suspeito de tentar matar a ex-mulher de 20 anos na madrugada desta sexta-feira (12), na Rua Onze de Outubro, em Costa Rica. Contra ele há um mandado de prisão em aberto por já ter cometido crimes de violência doméstica contra a vítima, a sequestrado e estuprado.
Conforme apurado pelo MS Todo Dia, já foram acionadas forças policiais nas barreiras sanitárias do município, comunicando sobre o carro que Gabriel usa. A princípio testemunhas teriam avisado que ele estava em um Astra prata, mas a ex confirmou para a polícia que ele dirige um Corsa Classic prata.
“As forças policiais já foram avisadas e estão realizando cercos na região”, disse mais cedo o delegado titular de Costa Rica, Gustavo Mendes. Quem tiver informações sobre Gabriel pode acionar a polícia pelo 190 ou pelo telefone da delegacia de Costa Rica 3247-1301.
Estado de saúde da vítima
A assessoria da Santa Casa de Campo Grande confirmou que a vítima foi inicialmente avaliada e liberada pela especialidade de cirurgia vascular nesta manhã, sem conduta cirúrgica. Assim, a princípio fica descartada a necessidade de amputação dos membros.
No entanto, foi feita avaliação pela equipe de ortopedia e é aguardado procedimento cirúrgico por conta de uma fratura na mão direita. A vítima segue consciente e orientada e está estável na enfermaria do hospital.
Tentativa de feminicídio
Segundo o registro, equipes da Polícia Militar foram acionadas pela mãe da jovem de 20 anos. Ela contou que a filha estava deitada na cama com o filho de dois anos, quando o autor invadiu a casa armado com o facão. Ele começou a golpear a vítima, que utilizou os braços para se defender, em seguida fugiu pulando o muro.
A vítima sofreu ferimentos graves nas mãos. A mãe contou para a polícia que um vizinho ajudou a socorrer a jovem e a levar primeiramente ao hospital em Costa Rica. Desde a madrugada, equipes policiais fazem buscas por Gabriel.
Mandado de prisão em aberto
O suspeito da tentativa de feminicídio já era investigado por estupro, cárcere privado, ameaça e descumprimento de medidas protetivas contra mesma vítima e, inclusive, estava com ordem de prisão expedida recentemente pela Justiça. Entre os meses de março e maio, a jovem registrou três boletins de ocorrência.
Conforme apurado pelo MS Todo Dia, Foram concedidas medidas protetivas em no dia 13 de março e o suspeito foi cientificado de que não poderia se aproximar e manter contato com a vítima no dia 15 de abril. No dia 4 de maio, a vítima registrou ocorrência informando que foi ameaçada, e em 16 de maio, registrou outra ocorrência afirmando que foi estuprada e mantida em cárcere privado.
O delegado de polícia solicitou a prisão preventiva, que foi determinada pela justiça, motivo pelo qual o homem estava com mandado de prisão em aberto.
Estupro e cárcere
A vítima relatou que se separou do rapaz e que ambos compartilham a guarda do filho. Em determinado dia, ele pediu para o irmão buscar a criança, para que passassem o final de semana juntos. Mais tarde, entrou em contato com a ex-mulher alegando que a criança seria internada na Fundação Hospitalar e que precisava dos documentos.
Ele então pegou documentos com a vítima e supostamente retornou ao hospital. No entanto, momentos depois ligou novamente para a vítima, alegando que o menino seria transferido para Mineiros (GO) e que ele precisava se encontrar com ela. Na frente do hospital, a mulher foi abordada pelo ex, que estava com o filho no carro.
Agindo de forma violenta, ele a forçou a entrar no veículo e seguiu sentido região do Copo Sujo, onde sacou uma arma tipo pistola e ameaçou atirar no filho caso a vítima saísse do carro. Ele então retornou para a cidade, parou e estuprou a vítima perto de um córrego. Em seguida, a levou para a casa dele, onde a trancou em um quarto e voltou a violentá-la sexualmente.
Como se não bastasse, o homem ainda encontrou em contato com a ex-sogra para afirmar que a filha dela e a criança estavam bem e que o menino estava tomando soro. Na verdade, estavam todos na casa dele. O homem manteve a vítima trancada até o dia seguinte, quando a liberou dizendo que se a polícia fosse acionada, mataria a criança.
Dias depois, a vítima mudou a versão, mas ainda não se sabe se estava sendo ameaçada e o fez por medo. Em novo depoimento prestado à Polícia Civil de Costa Rica, a mulher confessou que mentiu em parte da história. Na época, o delegado Cleverson Alves dos Santos disse ao MS Todo Dia que ela manteve a versão do estupro, mas disse que a ameaça contra o filho não aconteceu.
FONTE: MS TODO DIA








