Por Cristiana Lôbo
fonte: G1
Foto: (divulgação)
Comandadas pela senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, deputadas e senadoras do partido rumaram para o Supremo Tribunal Federal.
Sem marcar audiência, elas subiram ao terceiro andar, onde está o gabinete da presidência. Só lá informaram: somente sairiam dali depois de serem recebidas pela presidente, a ministra Carmen Lúcia.
O movimento foi semelhante ao que fizeram senadoras petistas que ocuparam a Mesa do Senado para tentar impedir a votação da reforma trabalhista, no ano passado.
Carmen Lúcia não estava no prédio naquele momento, mas, quando chegou, concordou em recebê-las em seu gabinete, apesar da opinião contrária de alguns colegas.
Ela se limitou a ouvir o pedido das parlamentares, que cobravam que fosse pautado no STF o julgamento do pedido de habeas corpus preventivo apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que levaria à discussão sobre prisão após condenação em segunda instância.
O episódio é apenas mais um que demonstra a pressão crescente sobre a ministra Carmen Lúcia para que leve o assunto ao plenário do STF.
Mesmo com a resistência que Cármen Lúcia tem demonstrado, ministros do STF acreditam que ela não terá outro caminho a não ser levar o assunto ao plenário, uma vez que o ministro Edson Fachin já remeteu ao pleno a decisão sobre o pedido da defesa de Lula.
Há a convicção de que o STF poderá mudar a interpretação porque pelo menos um ministro, Gilmar Mendes, já disse que mudará seu voto e não mais defenderá a prisão após condenação em segunda instância – em outubro de 2016, a decisão foi por seis votos a cinco.
Além de Lula, outros investigados na Lava Jato também têm interesse numa nova decisão do STF sobre a prisão após condenação em segunda instância.








