Paraíso das Águas chegou registrar 72 casos ativos e 24 suspeitos no dia 19 de janeiro. Quase 90% da população paraisense imunizada com a 1ª Dose ou Dose Única.
Por Fernando Brito
Após elevação nos números de casos ativos de Covid-19, chegando até 72 no dia 19 de janeiro e com 24 suspeitos de infecção do novo coronavírus, Paraíso das Águas ingressa em fevereiro com declínio nos números ativos e com a vacinação seguindo avançando.
Após dois meses dos primeiros diagnósticos de Ômicron no Brasil, município registra sinais de arrefecimento de casos de covid-19.
De todos os casos ativos e acompanhados pela equipe de saúde do Município, não houve o registro de nenhum caso grave em que foi preciso internação ou transferência, diferente na onda passada, onde além dos casos graves, internações, também óbitos.
A única resposta cabível para esta desaceleração e condições de saúde mais amenas, comparadas com as levas passadas, é o avanço significativo da vacinação do rebanho.
Foram administradas desde 18/01/2021, 11.128 doses de imunizantes contra a Covid-19. Sendo: 4.738 D1, 4.230 D2, 1.862 D3/Reforço e 298 Dose Única. Estima-se que 89,07% de toda a população paraisense recebeu pelo menos a 1ª dose ou dose única.
O BNC Notícias fez uma busca minuciosa dos casos no Brasil. A revista Exame, destaca a perda de força da Covid em pelo menos cinco estados, conforme matéria recente, publicada no dia 1º de fevereiro.
A queda nos casos de Covid começou a ocorrer na semana passada. A mudança no percurso das curvas do Rio e Amazonas aponta para o que se tem visto no mundo: o ápice da Ômicron tem duração curta, de aproximadamente dois meses. Depois do pico, os casos vão diminuindo gradativamente. Os dois estados são portas de entrada de turistas no Brasil, o que pode explicar a disseminação do vírus nessas regiões.
— Nós tivemos momentos diferentes da entrada da Ômicron nos estados. Provavelmente, no Rio e no Amazonas ela entrou primeiro, chegou ao pico e já está na descida. Em outros lugares, não — afirma Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com pós-doutorado em epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins.
A epidemiologista ressalta, no entanto, que ainda não é hora de baixar a guarda. Como os estados estão em momentos diferentes, o país precisa seguir em alerta. O pico no Brasil deve acontecer por volta da segunda semana de fevereiro.
— Temos, portanto, mais duas semanas difíceis pela frente antes do número de casos descer — diz.
Os especialistas classificam a Ômicron como um verdadeiro tsunami, provocando uma explosão de casos. Esse movimento foi observado na cidade do Rio de Janeiro, mas atualmente tanto o estado quanto a capital fluminense experimentam recuos. No município, houve uma redução de 30% nos registros da doença na comparação entre as duas últimas semanas. Já a curva estadual baixou 13,6%.
Alta de casos
Na contramão, há oito estados brasileiros que estão na crista do tsunami, com um aumento superior a 100% na comparação entre duas últimas semanas. A maioria deles fica no Nordeste: Maranhão (100,8%), Rio Grande do Norte (107%), Pernambuco (113,1%), Sergipe (140%) e Piauí (140,1%). Há ainda Mato Grosso do Sul (108,5%) no Centro-Oeste, e o Amapá (116,7%) e o Pará (108,3%), no Norte.
O estado de São Paulo apresentou um aumento de 31,12%, motivado pela disseminação da nova cepa para o interior. A capital paulista, onde foram registrados os primeiros casos de Ômicron do Brasil, no entanto, já está apresentando queda. Na comparação das duas últimas semanas, a redução foi de 31,58%.
De acordo com a última atualização da taxa de transmissão (Rt) do coronavírus no país, divulgada ontem pelo Imperial College de Londres, o indicador está em queda, embora ainda acima do patamar aceitável. O índice está em 1,69, abaixo do 1,78 da semana anterior. Mas ainda indica que cada cem pessoas infectadas transmitem a outras 169.
Como a maior parte dos estados ainda está com a curva epidemiológica aumentando, o pico da variante ainda está por vir. E, apesar de a Ômicron provocar — na maioria das vezes — sintomas mais leves, os leitos das enfermarias e UTIs têm apresentado alta na ocupação. Para evitar o adoecimento grave e a necessidade de hospitalização, é importante que a população siga se vacinando.
— A Ômicron reduziu a efetividade da vacina para doença sintomática e leve, mas os imunizantes ainda têm uma proteção muito alta contra o agravamento, principalmente em quem tomou o reforço — afirma Maciel.
*Com adição de informações e pesquisas: Exame








