Por Bernardo Caram e Fernanda Calgaro, G1, Brasília *
(Foto: Bernardo Caram/G1)
Câmara dos Deputados informou que vai transferir R$ 230 milhões de recursos próprios para o recém-criado Ministério da Segurança Pública.
Os valores são resultado de uma revisão dos gastos da Casa e de uma parcela recebida pela venda da folha de pagamentos dos servidores.
A decisão foi tomada pela Mesa Diretora da Câmara e anunciada em ato que teve a presença do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do ministro da pasta, Raul Jungmann.
A Câmara não informou quando nem como será feita essa transferência nem se o repasse será feito diretamente ao ministério ou se é necessária aprovação do remanejamento orçamentário pelo plenário do Congresso. O G1 procurou a assessoria da Câmara para esclarecer e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.
Segundo informou a assessoria do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, o orçamento da pasta “ainda não está consolidado”. O novo ministério vai herdar parte da estrutura do Ministério da Justiça e cargos de servidores que serão transferidos.
De acordo com a presidência da Câmara, do total de R$ 230 milhões, R$ 200 milhões são originários de economia em vários setores da Casa em 2018 e R$ 30 milhões, da venda do controle da folha de pagamento dos servidores.
Em discurso, Rodrigo Maia afirmou que a sociedade “exige satisfação sobre cada real usado pela Casa”.
Ele ressaltou que, em momento de dificuldades orçamentárias do governo federal, a Câmara vai buscar meios para fazer mais economia.
“Vamos continuar vendo onde estão os desperdícios e os gastos excessivos para que a gente possa fazer não apenas uma, mas várias devoluções ao Orçamento da União”, disse.
O ministro Raul Jungmann afirmou que os recursos serão utilizados principalmente em programas de combate à violência contra a mulher, mas também no combate ao tráfico de drogas.
* Colaborou Roniara Castilhos, da TV Globo em Brasília








