Quatro candidatos concorrem à prefeitura de Angélica, a 277 quilômetros de Campo Grande, em eleição suplementar, neste domingo. Deles, três são representantes de candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul. No período de campanha à prefeitura, entretanto, apenas um representante da majoritária esteve na cidade.
O único que recebeu apoio de seu candidato ao governo foi Roberto Cavalcanti, do União Brasil, que tem como vice Cleber Luiz Graciano, o Cleber Verdureiro, do PSB.
Sábado (7), a pré-candidata à sucessão estadual da legenda, deputada federal Rose Modesto, foi à cidade e também caminhou com o candidato pelas ruas centrais.
O União Brasil aposta na vitória de Cavalcanti com expectativa. Caso isso ocorra, o União Brasil, legenda surgida a partir da fusão do DEM com o PSL, conquistará o primeiro mandato no País.
OUTROS CANDIDATOS
Angélica completou 46 anos de criação nesta sexta-feira e tem uma arrecadação anual estimada em R$ 59 milhões, segundo o Portal da Transparência do município.
A economia de é centrada na fabricação e refino de açúcar e, também, na agricultura e pecuária.
Também concorre ao pleito suplementar o prefeito em exercício, Aparecido Geraldo Rodrigues, do PSDB, que assumiu o cargo em janeiro do ano passado, início da atual gestão, por ocupar a presidência da Câmara Municipal.
O vice de Aparecido, conhecido como Boquinha, é o também tucano Omir Rogério da Silva.
Apesar de ser o candidato do governo, o ex-secretário de Infraestrutura de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao governo do Estado, Eduardo Riedel, não foi à cidade para dar apoio a Aparecido.
Francisco Soares Sobrinho, o Chico Bragança, do MDB, disputa a prefeitura ao lado de Milton Motta Ramos, seu vice, que é do PSD.
No âmbito da eleição estadual, os dois partidos são rivais: do lado dos emedebistas, concorre o ex-governador André Puccinelli e, do PSD, o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad. Mas nenhum dos dois compareceu a Angélica para prestar apoio.
Completa a relação dos concorrentes à prefeitura de Angélica Edison Cassuci, do PDT, que tem como vice Paulo Conconi, do PTB.
Edison é sobrinho de João Cassuci, também pedetista, que havia vencido a eleição em 2020, mas não assumiu.
Na campanha, o candidato pedetista recebeu apoio de dois parlamentares, que foram lá e andaram pelo comércio da cidade.
Caminharam pelas ruas centrais ao lado de Cassuci os deputados Dagoberto Nogueira (federal) e Jamilson Name (estadual), recém-filiados ao PSDB, que tem concorrente na cidade.
Dagoberto e Name eram do PDT até o fim de fevereiro. Na disputa ao governo do Estado, o deputado federal Dagoberto promete apoio a Eduardo Riedel, o pré-candidato tucano.
À imprensa da cidade, Dagoberto disse que, já nesta segunda-feira, pode promover uma reunião entre “Edison e Paulo” e o governador Reinaldo Azambuja, para tratarem de administração e liberação de recurso.
O CASSADO
Ainda em campanha pela prefeitura, em 2020, João Cassuci foi sentenciado por desvio de dinheiro captado por meio do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf).
O crime foi investigado pela Polícia Federal.
Cassuci tinha administrado Angélica por dois mandatos, de 2001 a 2008. O crime, diz a PF, ocorreu em 2006, ou seja, levou mais de década para sair o desfecho judicial.
O então eleito – que nem chegou assumir o terceiro mandato – ingressou com recursos, mas as demandas caíram depois de analisadas pela Justiça Eleitoral.
URNAS
Informações do TSE indicam que na eleição suplementar de Angélica serão usadas 28 urnas eletrônicas.
A Corte divulgou também que ao menos 300 pessoas vão atuar no pleito. Votam somente eleitores com domicílio eleitoral no município desde dezembro de 2021.
CELSO BEJARANO









