O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), rasgou sua palavra e adiou a sessão do Congresso Nacional desta terça-feira (18), que, entre outros itens, seria destinada à leitura do pedido de abertura da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das manifestações do dia 8 de janeiro. A nova data será no dia 26 de abril.
A intenção de Lula é conseguir que 24 deputados retirem suas assinaturas até a próxima terça-feira — a lista tem 194 assinaturas de 171 necessárias. No Senado, a chance de recuo de um dos 37 senadores é mínima — são exigidos 27.
O presidente da República teme investigação sobre a manifestação que culminou com a depredação dos prédios dos poderes por causa da participação de petistas e aliados de partidos de esquerda infiltrados no movimento democrático, conforme vários vídeos postados nas redes sociais.
A estratégia do governo comunista, liderado pelo PT, é incriminar bolsonaristas, cuja maioria ficou do lado de fora dos prédios públicos. Foram pessoas que passaram meses em frente aos quartéis do Exército de maneira pacífica, pedindo legalidade do processo eleitoral em razão das denúncias de fraudes nas urnas eletrônicas em 2022.
Pacheco atendeu ao pedido do governo Lula, que vem tentando de tudo para impedir a CPMI — distribuição de cargos na máquina pública, emendas parlamentares e até ameaças de retaliações de verbas. Um grupo de líderes da Câmara encampou o pedido de adiamento: PSB, PSD (do próprio Pacheco), Republicanos, MDB e Podemos.
A oposição reagiu. A Frente Parlamentar da Agropecuária, a maior do Congresso, conseguiu levar parlamentares ao plenário da Câmara para assegurar quórum mínimo caso a sessão do Congresso ocorresse — o esvaziamento também era uma tática para inviabilizar a sessão.
O presidente do Senado, contudo, optou por ceder à pressão de Lula. Mas será um longo dia em Brasília.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) (Foto: Wallace Martins/Estadão)
(Com informações da Revista Oeste).
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