São R$ 77 milhões pleiteados para obras de contenção de enchentes e pavimentaçaõ
Até o Congresso Nacional aprovar a Reforma da Previdência, a liberação de R$ 77 milhões para obras de contenção das enchentes, pavimentação de vias e no setor habitacional em Campo Grande com recursos federais devem ficar paradas. Esta é a avaliação do prefeito Marquinhos Trad após reunião com a bancada federal, na tarde de ontem, em Brasília
O gestor municipal afirmou que apresentou aos parlamentares sul-mato-grossenses o Programa de Intervenções Emergenciais em Drenagem Urbana de Campo Grande, que precisa de R$ 50 milhões para sua execução. Serão realizadas várias intervenções na área urbana para conter as águas fluviais, sendo seis bacias de amortecimento: duas na Região do Prosa; duas na do Segredo; duas na Região do Anhanduizinho.
Também o prefeito destacou que investimentos no setor habitacional pendentes de pagamento. “Estão paradas 2.277 unidades habitacionais, com 60% construídas. A Caixa Econômica Federal, segundo os empresários, não está repassando o pagamento deles porque o Governo federal proibiu o pagamento do Minha Casa, Minha Vida. Além de ficar parado, vai haver demissão coletiva. Isso não só em Mato Grosso do Sul, é em nível nacional”.
Outra pendencia são R$ 27 milhões para recapeamento de vias em Campo Grande, recursos do Orçamento do ano passado que estão parados no Governo federal.
Embora precise destes R$ 77 milhões para as obras, Marquinhos Trad destacou que saiu com “esperança e promessa. A expectativa de todos eles (parlamentares), de maneira uníssona, é que enquanto não votar a reforma da previdência não vai haver qualquer tipo de liberação. Pelas entrelinhas, eles vão usar muito fortemente a maneira do parlamentar se manifestar no plenário para ver se liberam ou não a emenda daquele parlamentar.”, enfatizando ao ser indagado que é uma tática do governo e não chantagem para aprovar a reforma: “Então esta é a maneira de administrar do presidente da República, acredito que é uma técnica que ela esta usando para aprovar a previdência que é necessária para o país”.
Usando metáfora, o prefeito disse que: “O município está assistindo a partida de futebol e vendo o que os jogadores vão protagonizar dentro de campo. Mas não pode é ter certeza absoluta que o município, que é o torcedor, vai sair chorando ou sorrindo.”.
Amenizando
O coordenador da bancada, o senador Nelsinho Trad, após a reunião amenizou as afirmações do prefeito da capital, ao afirmar que “não tem um condição impositiva, não tem um coisa vinculada, amarrada com outra. Se tiver como atender, lógico que eles (governo federal) vão atender. Nós estamos no início de governo. São menos de 90 dias que a equipe do governo está trabalhando, há de ser ter uma tolerância. Quando você começa a fazer, você não tem aquela agilidade de quem já está na função a mais tempo. Esperamos que isso seja rompido logo.”
O senador afirmou que a bancada vai conversar com o presidente da República e ministros para tentar viabilizar os recursos.
CLODOALDO SILVA, DE BRASÍLIA
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