A austeridade defendida pela ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), é a ideia de que o gasto governamental deve ser limitado e controlado para garantir a estabilidade financeira e a sustentabilidade a longo prazo.
Esse conceito contrasta com a prática de gastos excessivos e descontrolados por parte do governo, o que pode levar a endividamento e instabilidade financeira. Isso sem contar as medidas impopulares e a criação de 37 ministérios, que encarece ainda mais as contas públicas.
Aliás, pelo contrário, o governo do presidente Lula, eleito sob suspeita de fraude nas urnas eletrônicas, tem praticado medidas de risco à economia, segundo analistas, além da farra com o dinheiro público praticada por alguns ministros.
O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, por exemplo, é acusado de favorecer empresas ligadas a amigos, ex-assessores e cunhada em contratos celebrados com prefeitura de Vitorino Freire, no Maranhão.
O município é governado pela irmã do ministro, Luanna Rezende, o que levanta questões sobre a possível utilização de influência política para a obtenção dos contratos.”
Nesse caso, amigos de ministro de Lula ganharam R$ 36 milhões em contratos.
Durante entrevista no sábado, a ministra revelou estar “surpresa” com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que, apesar das divergências, tem sido “grande parceiro”.
“Ele (Haddad) sabe da responsabilidade que o Brasil não vai voltar a crescer com juros de 13,25%. Só temos isso por não fazer lição de casa”, disse a sul-mato-grossense, que só mudou de postura no segundo turno das eleições de olho em uma ‘vitrine’ do governo, uma vez que, derrotada na disputa presidencial, sabia que iria ficar no “sereno político”.
Durante a campanha, Simone criticava tanto o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) quando Lula, o qual várias vezes questionou os atos de corrupção que levaram o petista para a cadeia.
A ministra garantiu ainda que, apesar das “divergências”, o que une os diferentes membros do governo é maior, que é voltar a dar condições para o crescimento do país e o combate contra a pobreza.
O principal desafio neste ano, segundo ela, será a aprovação da reforma tributária, uma promessa de décadas que nunca sai do papel.
“O presidente Lula diz que o foco de todos nós, independentemente de esquerda ou de direita, é o crescimento econômico. Isso passa pela rigidez fiscal. Serei austera em relação a isso. Vou receber alguns cartões amarelos, se perceber que vou receber vermelho, vou chegar com jeitinho para o presidente e esclarecer a questão”, colocou a emedebista.
A crise iminente, no entanto, é vista pelo comportamento dos piores indicadores econômicos do governo, notadamente pelo aceno de Lula a empréstimos milionários a país governados por partidos de esquerda, como a Argentina, por exemplo, com recursos do BNDES (Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), instituição que ficou famosa pelos calotes que já levou de antigos parceiros de gestões petistas anteriores. Além dos desencontros dos ministérios, que imprimem gastos desnecessários.
O Ministério da Cultura, por exemplo, destinou mais de R$ 5 milhões, por meio da Lei
Rouanet, para a produção de duas apresentações da atriz Cláudia Raia, cabo-eleitoral de Lula durante campanhas.
Superávit em 2022
Há dias, o ex-presidente Jair Bolsonaro demonstrou preocupação com os rumos que o Brasil pode tomar a partir das decisões econômicas adotadas pelo governo.
A declaração foi dada durante o evento “Power of The People“, nos Estados Unidos, onde o presidente está desde o dia 30 de dezembro do ano passado.
“Não vejo com bons olhos o futuro da nossa economia com as medidas adotadas pelo atual governo. E a economia que dita o futuro de um regime”, disse o ex-presidente, cuja economia em sua gestões foi superavitária.
Após oito anos no vermelho, as contas do governo federal registraram superávit primário de R$ 54,1 bilhões em 2022, conforme a SNT (Secretaria do Tesouro Nacional).
Isso quer dizer que as receitas do governo superaram as despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Quando ocorre o contrário, o resultado é déficit primário.
O superávit registrado em 2022 interrompe um período de oito anos em que as contas ficaram no vermelho. De 2014 a 2021, o país registrou sucessivos déficits.
Em valores corrigidos pela inflação, o saldo positivo do último ano somou R$ 57,9 bilhões. Em 2021, o rombo nas contas do governo central foi de R$ 40,2 bilhões, em valores também corrigidos.









