Pré-candidatura de Marquinhos (PSD) se consolida na Capital e no interior de MS, deputado Londres Machado (PSD) viaja com o Riedel (PSDB) e pede votos
Celso Bejarano, Izabela Cavalcanti
Em meio a consolidação da pré-candidatura do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), ao governo de Mato Grosso do Sul no próximo ano, o partido ainda dá demonstrações de falta de sintonia com outros integrantes.
O comentário de um dos mais antigos caciques da política sul-mato-grossense, Londres Machado, 79, dono de 11 mandatos, pode ter causado um desconforto danado no nicho do partido Social Democrática, partido do decano da Assembleia Legislativa.
No interior do Estado, ao lado do secretário de Infraestrutura Eduardo Riedel, Londres o elogiou, e disse que ele é o perfil ideal do próximo governador.
“Esse homem, está aqui”, disse Machado depois de expor qualidades de Riedel.
Enquanto Marquinhos, numa coletiva de imprensa, em Campo Grande, comentava a possibilidade de renunciar ao cargo de prefeito para encarar a eleição do próximo ano, lá em Mundo Novo, distante 426 quilômetros da capital, dizia, entre outras coisas:
“Não temos que pensar em pessoas, temos que pensar em projetos”, afirmou Londres ao completar a frase dita antes: “no ano que vem, nós temos eleições para presidente e para governador”.
Seguiu o decano,”nós aqui no Estado, por exemplo, temos de analisar quem é a pessoa que conhece os projetos que o governador lança em todos os municípios”.
“Este homem está aqui: é o Riedel [Eduardo, secretário de governo, pré-candidato ao governo de MS, ano que vem, pelo PSDB]”.
O deputado estadual insistiu em suas deduções políticas:
“Que muitos estão vendo pela primeira vez [Riedel]. Muitos estão achando o nome esquisito. Mas é ele que senta na cabeceira da mesa para receber as ordens, os projetos do Valdomiro [dos Santos, outro tucano, prefeito de Mundo Novo] e dos deputados”.
“É ele que transforma todos os projetos em realidade”, afirmou o deputado Londres logo depois da solenidade conduzida pelo governador Reinaldo Azambuja, que foi à região anunciar investimentos para o município.
O Correio do Estado procurou o presidente do PSD em Campo Grande, Antônio Lacerda, para comentar as declarações de Londres Machado.
Ele não foi encontrado: por telefone, a ligação caiu na secretária eletrônica, onde recado foi deixado. E, pelo aplicativo WhatsApp, ele não respondeu ao questionamento.
MARQUINHOS
Marquinhos Trad não deixou num português claro se vai ou não renunciar ao cargo de prefeito para disputar o governo do Estado.
Mas deixou a entender que o resultado confortável que lhe dá vantagem numa eventual candidatura, deva exigir uma reflexão.
Assim como Londres falou de Riedel, Marquinhos também fez um perfil do candidato que o eleitor espera no próximo. O atual prefeito tem em mãos levantamento em que ele aparece na frente na disputa pelo voto do eleitor.
Perguntado sobre a renúncia ao mandato de prefeito, que terá de fazer até 2 de abril caso queira candidatar-se ao governo, o chefe do Executivo da Capital disse que a população da cidade reconheceria seu ato.
“Não diria o vocabulário renunciar, diria que é ter uma missão, dada pelos campo-grandenses. Eu não viraria as costas para a cidade, porque o governo também cuida da Capital”, afirmou.
“É o desejo da população. Ela (a população) encontra isso em uma gestor que não é de esquerda e nem é de direita, não é radical. Um gestor que envolve a sociedade para a tomada de decisões, que dialoga, que é simples, que está no meio do povo, que é humilde”.
“E que já mostrou que tem preparo e condições administrativas para dar justamente aquilo que o eleitor e a eleitora querem encontrar em um governante: equilibrio, justiça social e acima de tudo presença física ao lado do cidadão”, afirmou Trad.
Segundo o prefeito, o candidato ideal (ao fazer um perfil muito parecido com o seu próprio) ainda disse que o próximo governador term de ser a mesma passoa, antes, durante e após as eleições.
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