Apesar dos Decretos Municipais, políticas de isolamento, quarentena e demais ferramentas legais que tentam controlar o alastramento do vírus em Coxim, município à cerca de 250 quilômetros ao Norte de Campo Grande, a necessidade de descanso e lazer em contato com a natureza fala cada vez mais alto na cabeça dos confinados mais estressados.
É só dar uma “voltinha” no rio Taquari, ou mesmo no Coxim, principalmente aos finais de semana e feriados que, diga-se de passagem, são muitos, mesmo o observador mais distraído não deixará passar batido de seus olhos as dezenas de pequenos grupos, tanto de moradores locais quanto de turistas e visitantes, de um modo geral, que vêm à Coxim para desfrutar de seus encantos.
Seja para um simples passeio de barco ou moto náutica pelo Taquari, o popular jet-ski, um banho de rio ou cachoeira, uma moagem com os amigos mais íntimos em algum rancho da cidade, ou até mesmo uma “rápida ida” ao pesqueiro da família para ver como tudo está e aproveitar para molhar a minhoca, Coxim é sempre uma boa opção.
Segundo Ariel Albrecht, turismólogo que coordena as atividades do CAT (Centro de Atendimento ao Turista de Coxim), à procura nunca cessa, apesar de, segundo ele, estarem seguindo todos os protocolos de combate à pandemia. Ariel afirma com veemência que “…as atividades turísticas estão proibidas…”, e diz que informa isso a todas as pessoas que buscam atendimento no setor em que trabalha, mas que não há como controlar tudo num território de cerca de 6.500 quilômetros quadrados de extensão, principalmente quando os trajetos de acesso ao município podem ser feitos por estradas secundárias, rios e também pelo território de outros municípios circunvizinhos, inclusive pelo Pantanal.
Para Albrecht, com relação aos turistas e visitantes de fora, “…o que leva as pessoas a buscarem refúgio na natureza de Coxim , mesmo com as proibições todas, é justamente a possibilidade de sair da rotina, ver coisas diferentes, fazer fotos, conhecer bichos, pescar, tomar um banho de córrego, em suma, curtir a vida de forma mais saudável e descontraída, saindo da tensão do confinamento, vivendo experiências diferenciadas, e evitando as aglomerações dos grandes centros”. Ariel lembra também que muitos vêm a Coxim justamente por acharem que estarão mais seguros aqui.
Já no que se refere aos moradores locais, o turismólogo explica que a pesca, o banho de rio, córrego e as atividades de lazer em ambiente rural, aos finais de semana e feriados, são uma tradição que representa a cultura do povo coxinense. “É claro que muita gente faz apenas pelo deleite, mas, para alguns, é uma questão de necessidade mesmo, de segurança alimentar, o ato de pescar e levar o peixe fresco pra casa e salvar a popular mistura para os mais humildes. E o bom é que nossa cidade oferece isso pra gente, e de graça…”,pontua ele.
De tudo isso é inegável que, há mais de 120 dias de confinamento, de limitações e obstáculos à vida em coletividade, principalmente a céu aberto, muitas pessoas já estão no ápice do estresse, principalmente nas cidades maiores, necessitando de um fôlego ou de uma nova inspiração de Deus, porém é extremamente necessário que, num momento tão delicado, não se perca o foco e ponha-se tudo a perder, principalmente quando se tratar da maior dádiva que o ser humano já recebeu, a própria vida.
Foto: Maikon Leal / Coxim Agora








