Uma rápida visita às mídias digitais oficiais do Flamengo e um nome surge com destaque dentre o elenco que ganhou pela quarta vez a Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano: o zagueiro Matheus Dantas. Tratado como novo xerife na Gávea, esse campo-grandense ‘da gema’ já desponta como opção ao técnico Paulo César Carpegiani no time principal, mesmo com seus 19 anos, provando a máxima que “craque o Rubro-Negro faz em casa.”
Na manhã desta sexta-feira (26), foi a vez de Matheus relembrar onde tudo começou: o Colégio Mace, na região central da Capital. Foi ali, de 2008 a 2011, que o então meio-campista deu os primeiros passos como aluno bolsista , como relembra Pavão, seu primeiro técnico.
“Sempre foi um menino empenhado em buscar o melhor, de treinar muito, obediência técnica e tática. Nada é por acaso o que acontece agora com ele”, disse Pavão.
Segundo Pavão, o desempenho de Matheus já era de destaque. Após participação no Campeonato Estadual sub-13 de 2011 pelo Misto, de Três Lagoas, o inevitável aconteceu: o convite para integrar as divisões de base do poderoso São Paulo. “Conversamos muito com ele, aconselhamos, era uma chance única”, disse.
Em Cotia, na Grande São Paulo, no luxuoso centro de treinamento das divisões de base do tricolor paulistano, Matheus enfrentou problemas de adaptação, principalmente por ainda jogar no ataque.
Pavão explica que a família participou ativamente do processo, aconselhando o garoto a obedecer os técnicos. E a sorte começou a mudar. Há três anos, em vias de ser dispensado do São Paulo, acabou convidado pelo Flamengo. E no Rio de Janeiro, colocou em prática a ordem de jogar mais recuado, pela estatura.
“Foi a melhor coisa para ele, encontrar treinadores que viram o seu rendimento como zagueiro, onde de fato todas as dificuldades que tinha na formação foram superadas. Não tenho dúvidas de que irá crescer muito”, apontou Pavão, hoje um fanático torcedor do ex-pupilo.
E como toda história de vitória, é claro que Matheus teria capítulos de dramas na sua trajetória na Gávea. Logo após assinar o primeiro contrato profissional, no final do ano passado, viu sua participação na Copinha ficar ameaçada por uma grave lesão no joelho. A perseverança, no entanto, nunca o deixou e a fase ruim se transformou em aprendizado.
Com um gol marcado na campanha rubro-negra, para lembrar os tempos de atacante, Matheus curte a fama de xerife e a maturidade que ganhou na bagagem, como capitão em um dos títulos mais importantes do futebol de base do País, em um dos clubes com mais torcedores do mundo.
“A Copinha é um grande aprendizado. Estamos acostumados a jogar com pressão, com times que jogam fechados. Dedicação a gente sempre teve. Levamos de aprendizado a concentração na finalização, no último passe”, disse.
Veja entrevista de Matheus Dantas ao site do Fla, ainda na disputa da Copinha:









