Técnico enaltece os jogadores após a segunda vitória seguida, mas mantém os pés no chão e busca melhora em vários setores: ”Ainda não estamos satisfeitos”
O clima desfavorável no exterior motivado pelas tensões comerciais entre Estados Unidos e China também contamina o mercado acionário brasileiro. O desempenho negativo é praticamente generalizado. Das 66 ações, apenas seis subiam às 10h54 desta segunda-feira, 6. O Ibovespa cedia 1,17%, aos 94.883,71 pontos.
O dólar também reagiu à aversão ao risco predomina nos mercados globais. A moeda americana sobe no exterior, reagindo ao aviso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite deste domingo, 5, de que elevará tarifas de 10% para 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses a partir da próxima sexta-feira, 10. A bolsas de Nova York também caem acima de 1,00.
Refletindo o mesmo contexto dos mercados acionários, o petróleo registra forte baixa, observa em nota o Bradesco. As tensões entre EUA e Irã, que podem gerar alguma escassez da commodity, não são suficientes para conter a baixa nos preços futuros do petróleo, avalia. No mesmo sentido, desfavorecidas pelo dólar mais forte, as metálicas e agrícolas seguem tendência de queda, acrescenta.
No radar local está ainda a previsão de início dos debates da reforma da Previdência na Comissão Especial, marcado para esta terça-feira, 7.
Às 9h34, o dólar à vista subia 0,79%, aos R$ 3,970. O dólar futuro para junho estava em alta de 0,79%, aos R$ 3,9780. No exterior, o índice do dólar (DXY) avançava 0,08% e a moeda americana exibia ganhos generalizados em relação a divisas de países emergentes exportadores de commodities.
Trump voltou ao Twitter para criticar o que considera “injustiças” no comércio internacional. “Os Estados Unidos têm perdido, por muitos anos, US$ 600 a US$ 800 bilhões de dólares por ano no comércio. Com a China nós perdemos US$ 500 bilhões”, afirmou Trump. “Me desculpem, nós não vamos perder mais!”, escreveu. Foi apenas o terceiro jogo de Eduardo Barroca no comando do Botafogo. Mas a segunda vitória seguida no início do Campeonato Brasileiro faz a torcida sonhar com dias melhores. Passada as eliminações precoces no Carioca e na Copa do Brasil, além da saída de Zé Ricardo, o Alvinegro começa a apresentar um estilo de jogo diferente, baseado na posse de bola e no controle do jogo. Apesar da evolução, ainda há muita coisa a melhorar. E o próprio Barroca sabe disso.
Essa foi a tônica da entrevista coletiva do treinador do Botafogo após a vitória sobre o Fortaleza por 1 a 0 no último domingo: elogios e cobranças.
”A gente ainda precisa de muita coisa, tem muita margem para evoluir. Ainda não estou satisfeito com a coletividade da equipe, precisamos ter o jogo mais controlado. Pra isso precisamos treinar”, frisou Barroca.
Depois do triunfo sobre o Bahia no meio da semana, o Botafogo se reapresentou na sexta e fez uma atividade leve no sábado. Barroca sequer trabalhou bola parada. Agora a semana reserva treinos de terça a sexta antes do clássico contra o Fluminense. A segunda-feira será de folga.
– Precisamos de habito coletivo, de treinamento, ter um pouco mais de entrosamento, se entender melhor. Mas os jogadores estão se dedicando muito, compensando com entrega e dedicação. O mais importante é a vontade dos jogadores de atuar em alta intensidade. Sem isso não consigo realizar nada. Tenho sentido os jogadores com muita vontade de buscarem os resultados.
Contra o Fortaleza, o Botafogo fez um jogo equilibrado. Mas em momento algum foi muito superior ao adversário como aconteceu no primeiro tempo diante do Bahia. Ainda assim o Alvinegro soube sofrer sem a bola e criou boas chances com ela. Erik teve três boas chances e parou todas no goleiro Felipe Alves. Na terceira, porém, Alex Santana aproveitou o rebote e marcou o gol da vitória.
Botafogo de Barroca começa a mostrar sua cara no início do Brasileirão (Foto: : André Durão)









