O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Junior Mochi (MDB) conversou com a reportagem do Página Brazil na manhã desta segunda-feira (14). O principal tema tratado na entrevista foi a recente falta de quórum, impossibilitando as sessões na casa de leis. Em análise, ele disse que o fato é decorrente das agendas do Executivo que alguns deputados necessitam acompanhar e não tem relação com possíveis atos eleitorais:
“Nós ainda não temos a campanha eleitoral, você vai ter os 45 dias a partir de agosto. Eu reputo um dos reflexos maiores que o governo tem andado o estado todo mesmo […] e os parlamentares daquela região, é natural que acompanhem o governo. Então o que nós temos, é ajustar isso para não permitir que as sessões tenham esvaziamento ou quórum reduzido e não permita a votação das matérias na casa”.
Desembarque do MDB
Na última terça-feira (07), foi anunciado que o MDB deixava a base do governo de Reinaldo Azambuja, usando o termo desembarque. Essa movimentação na estrutura política estadual já é reflexo da pré-campanha, tendo em vista que o partido tem como pretendente ao executivo, o ex-governador André Puccineli.
Para Mochi, o ato partidário não afetará na boa relação dos parlamentares com o governo de Azambuja. “Nós conversamos inclusive com o governador, o MDB tem posicionamento político e tudo indica que, agora nas eleições, nós estaremos em palanques opostos. O fato de nós termos posições políticas definidas e opostas ao governo do estado não significa que o MDB vai ser irresponsável em relação a votação e tramitação de matérias”.
Michael Franco
paginabrasil









