Por:Ana Carolina Torres e Geraldo Ribeiro
Fonte: extra.globo.com
O segundo sargento do Exército Bruno Albuquerque Cazuca, de 35 anos, foi baleado e morto na manhã desta terça-feira, durante um arrastão em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Ele dirigia um Kia Picanto cinza pela antiga Estrada Rio-São Paulo quando foi abordado por bandidos.
Segundo o 40º BPM (Campo Grande), além do sargento, bandidos teriam assaltado outros três motoristas no local. No carro de Bruno, os PMs encontraram uma farda. A polícia investiga se os criminosos viram o uniforme e por isso executaram o sargento ou se o militar reagiu à abordagem..
Um vídeo feito por uma câmera de segurança mostra o momento em que o militar foi morto.
O crime ocorreu por volta das 5h. Uma das vítimas do arrastão contou que pelo menos oito homens armados com pistolas, divididos entre dois carros, fecharam as pistas e abordaram as vítimas. O sargento entrou em luta corporal com um dos bandidos, segundo essa testemunha.
Logo o bandido atirou contra Bruno e seus cúmplices correram até ele, também atirando no militar. Enquando disparavam, os criminosos gritavam: “A gente mata mesmo. Se reagir a gente mata”.
O local foi isolado para a realização da perícia. Agentes da Delegacia de Homicídios (DH) foram acionados para o local.
‘É a sexta vez que passo por isso’, desabafa vítima
Um motorista, que se identificou apenas como Renato, vinha logo à frente do carro do sargento. Ele, que dirigia uma caminhonete S10 da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), viu quando o militar brigou com o bandido e acabou sendo baleado.
— É a sexta vez que passo por isso. Está difícil viver aqui. Esses políticos incompetentes só prometem e não fazem nada. O Rio perdeu o rumo. Dá vontade de ir embora daqui — lamentou, acrescentando que, além do veículo da universidade, os bandidos levaram também seu celular, documentos pessoais e do trabalho.
O motorista de Uber Leomar de Souza, de 28 anos, também teve o carro, um Honda Civic, levado pelo bando. Ele ficou também sem o celular. O rapaz contou que o sinal do GPS do veículo apontava que teria sido levado para a Vila Kennedy.
Viúva de militar está grávida
Thales Nogueira de Aragão, de 59, tio da vítima, contou que o sargento servia no Centro de Instrução de Operações Especiais. O rapaz morava em Campo Grande. A esposa dele está grávida do terceiro filho do casal. Thales descreveu a vítima como um rapaz alegre e trabalhador que sonhava galgar postos mais altos na corporação.
— O momento que a gente vive é de indignação e completa revolta. Ele era um garoto trabalhador, um guerreiro. Pai de família e filho exemplar. A gente não sabe aonde vai parar isso (a violência). Tomara que a intervenção (na segurança do Rio) tenha resultados positivos para a gente. O Rio virou um campo de guerra- desabafou.








