Romilton Rodrigues de Oliveira, se apresentou no meio da manhã de hoje
O último alvo da sexta fase da Operação Lama Asfáltica – Computadores de Lama -, deflagrada ontem pela Polícia Federal (PF), Controladoria-Geral da União (CGU) e Receita Federal, Romilton Rodrigues de Oliveira, se apresentou no meio da manhã de hoje na Superintendência da PF, em Campo Grande. Ele foi até o local acompanhando de seu advogado. Com a prisão dele, os quatro mandados de prisão foram cumpridos, mais de 24 horas após o início da operação.
A sexta fase da Operação Lama Asfáltica atacou diretamente, esquema de ocultação de bens e valores adquiridos com recursos ilícitos e, transferidos ilegalmente, por meio de doleiros, ao exterior. Na manhã de ontem, a ação policial cumpriu mandados de busca e apreensão em 25 endereços, e prendeu preventivamente os empresários João Baird e Antônio Celso Cortez, e o ex-superintendente da Secretaria de Fazenda na gestão André Puccinelli (MDB), André Luiz Cance Aproximadamente R$ 22 milhões foram bloqueados do grupo.
Nesta fase, denominada Computadores de Lama – por causa da atividade comercial de Baird e Cortez, donos da extinta Itel e das empresas PSG e Mil Tec Informática – os policiais federais seguiram o caminho do dinheiro público supostamente desviado por meio de contratos informática e pagamento de propina por meio destas empresas, e encontraram destinatários no Paraguai e em pequenos negócios do interior do Estado, como uma pequena loja de materiais de construção em Paranhos. O dono deste estabelecimento, Emerson Rufino, acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. O mesmo ocorreu durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em Dourados. Além dos endereços de Campo Grande, os federais “visitaram” fazenda de João Baird em Jaraguari.
Antônio Celso Cortez Júnior pagou fiança de R$ 1 mil arbitrada pelo juiz Alberto de Moura Filho, e vai responder em liberdade. Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa dele, localizada no Jardim das Cerejeiras, em Dourados, a equipe encontrou um revólver Taurus calibre 32 e munições, o que resultou no flagrante. Questionado, limitou-se a dizer à polícia que teria a arma há muito tempo.
TCE e SEFAZ
Em Campo Grande os agentes da PF voltaram a prédios impostantes da administração pública. Eles estiveram, por exemplo, no Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), onde fizeram devassa no gabinete de Felix Jayme Nunes da Cunha, assessor do conselheiro daquela corte, e ex-secretário de governo de Puccinelli, Osmar Jeronymo.
Por NATALIA YAHN
FOTO VALDEMIR REZENDE
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