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O município de Costa Rica, na região norte de Mato Grosso do Sul, vive uma verdadeira transformação no campo. O que começou em 2022 como uma aposta de diversificação agrícola por meio do Programa AgroRica — capitaneado pela Secretaria Municipal de Agricultura (SEMAG) em parceria com a Agraer e o Sebrae/MS — transformou-se em uma realidade altamente lucrativa. O cultivo de citros, com protagonismo absoluto do limão Taiti, converteu-se no novo motor financeiro da agricultura familiar local.
Através do tripé composto por assistência técnica continuada, tecnologia de ponta e forte associativismo, dezenas de pequenas propriedades rurais romperam a dependência da monocultura e agora colhem receitas previsíveis e constantes durante quase todos os meses do ano.
Logística de Ponta e Invasão nos Grandes Centros
Os resultados comerciais da safra atual impressionam e consolidam a qualidade competitiva do fruto costarriquense. Até o dia 13 de julho de 2026, o município já havia escoado um total de 5.547 caixas de limão Taiti para o Centro de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa/MS), em Campo Grande, movimentando uma frota de 40 viagens de transporte especializado.
Para proteger o valor agregado e garantir que o produto chegue impecável ao mercado consumidor, a gestão do prefeito Cleverson Alves dos Santos realizou investimentos robustos em logística:
“O pequeno produtor merece apoio, incentivo e condições para crescer. Estamos buscando soluções para ampliar a logística da produção; fizemos a aquisição de um caminhão baú refrigerado que permite transportar nossos produtos com ainda mais qualidade até os grandes centros consumidores, agregando valor e abrindo novos mercados”, destacou o prefeito.
Enquanto o limão Taiti ganha as rodovias rumo à capital e grandes centros distribuidores, a produção local de laranja tomou conta do mercado interno, abastecendo integralmente o comércio e as feiras do próprio município.
Raio-X da Citricultura em Costa Rica
O cinturão produtivo do município está estruturado com alta densidade técnica e variedades selecionadas por sua suculência, casca de coloração verde intensa e ausência de sementes.
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14 mil pés de limão Taiti em plena produção;
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5 mil pés de laranja em desenvolvimento e colheita;
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23 produtores integrados (17 dedicados ao limão e 12 à laranja, com produtores consorciando ambas as lavouras).
Tecnologia Aeroespacial e Selo de Origem no Campo
Para mitigar os custos de produção e proteger as plantações familiares, a prefeitura investiu R$ 217 mil de recursos próprios na aquisição de um drone agrícola de pulverização de alta performance (modelo DJI T50), equipado com suporte Spad75A. A tecnologia é disponibilizada gratuitamente para o monitoramento de pragas e aplicação precisa de defensivos biológicos e insumos, reduzindo o desperdício e eliminando a necessidade de tratores pesados nas pequenas propriedades.
Aliado à tecnologia, o município lançou um Selo de Origem Territorial. A certificação atesta a procedência, as boas práticas de manejo e a qualidade dos citros de Costa Rica, blindando a marca frente à concorrência nacional e assegurando valor premium nas gôndolas dos supermercados.
Organização Coletiva: A Associação Fruta Rica MS
Para evitar a ação predatória de atravessadores, os produtores fundaram, em 24 de julho de 2024, a Associação Fruta Rica MS. Prestes a celebrar dois anos de estrada, a entidade unificou a oferta, organizou o calendário de colheita e passou a negociar direto com grandes redes de distribuição.
O presidente da associação, Ygor Fernando Caretta, aponta a união como a virada de chave: “A criação da associação fortaleceu os produtores, organizou a comercialização e mostrou que Costa Rica tem potencial para se tornar referência na produção de citros”, resumiu.
Imagem: Divulgação







