Os números mostram a dimensão do trabalho desenvolvido no município. No período, foram realizadas 58.700 visitas domiciliares, permitindo às equipes vistoriar imóveis, orientar moradores e identificar possíveis condições favoráveis à reprodução do mosquito. A atuação também alcançou 432 pontos estratégicos, entre eles ferros-velhos, borracharias e cemitérios, locais que recebem atenção diferenciada devido ao potencial de formação de criadouros.
Outra frente de atuação envolveu o trabalho em 835 quarteirões, com ações de eliminação de focos e realização de bloqueios químicos, incluindo a aplicação de inseticida quando indicada tecnicamente. Essas medidas fazem parte do conjunto de estratégias de controle vetorial utilizadas para reduzir a presença do mosquito e interromper o ciclo de transmissão das arboviroses.
A Secretaria de Saúde também vem investindo na educação e conscientização das novas gerações. Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), foram realizadas palestras em creches e escolas, levando informações aos estudantes sobre os riscos provocados pelo Aedes aegypti, a identificação de possíveis criadouros e a importância de manter ambientes livres de recipientes que possam acumular água.
Ovitrampa amplia monitoramento do mosquito
Uma das ferramentas utilizadas no município é o projeto Ovitrampa, iniciado em março de 2026. Até agosto, foram coletados 10.366 ovos por meio do sistema de monitoramento. A estratégia permite acompanhar a presença e a distribuição do mosquito em diferentes áreas, contribuindo para orientar e direcionar as ações de controle.
O monitoramento é importante porque o Aedes aegypti possui comportamento predominantemente urbano e encontra nos imóveis e em seus arredores condições favoráveis para reprodução. Segundo o Ministério da Saúde, a vigilância entomológica e o controle do vetor são fundamentais para reduzir a circulação das doenças transmitidas pelo mosquito.
Prevenção depende da participação de todos
O objetivo das ações realizadas em Costa Rica é reduzir a população do mosquito, eliminar criadouros, identificar áreas de maior risco e evitar a ocorrência e a disseminação de doenças como dengue, chikungunya e Zika. O resultado beneficia diretamente toda a população, uma vez que a diminuição dos focos reduz as possibilidades de transmissão e ajuda a proteger famílias, crianças, idosos, trabalhadores e demais moradores.
A dengue é transmitida principalmente pela picada da fêmea infectada do Aedes aegypti. O mosquito pode se desenvolver em recipientes que acumulam água, inclusive em pequenos depósitos encontrados dentro ou nas proximidades das residências. Por isso, o combate não depende somente do trabalho dos agentes públicos: a participação dos moradores é indispensável.
O Ministério da Saúde recomenda manter caixas-d’água e reservatórios devidamente tampados, eliminar recipientes que possam acumular água, limpar calhas, cuidar de ralos e outros pontos de acúmulo e realizar inspeções frequentes nos quintais. A orientação é que a população receba e colabore com os agentes de combate às endemias durante as visitas aos imóveis.
Com 58.700 visitas domiciliares, 432 pontos estratégicos vistoriados, 835 quarteirões trabalhados e 10.366 ovos monitorados pelo projeto Ovitrampa, Costa Rica mantém uma estratégia que combina fiscalização, eliminação de criadouros, controle químico, monitoramento e educação em saúde. A mobilização conjunta entre poder público, escolas e comunidade é considerada essencial para manter o município preparado e reduzir as condições favoráveis à proliferação do mosquito.
Combater a dengue começa dentro de casa: alguns minutos de vistoria podem ser suficientes para encontrar e eliminar um recipiente com água parada que, posteriormente, poderia se transformar em criadouro. A prevenção permanente é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e cada morador.




