O fotojornalista Roberto Higa, um dos principais responsáveis por eternizar em imagens a história de Mato Grosso do Sul, voltou a mobilizar amigos, admiradores e profissionais da comunicação após a família informar que o câncer enfrentado por ele chegou a um estágio sem possibilidade de cura.
A notícia foi divulgada no domingo (21), por meio das redes sociais da família. Em um vídeo publicado na internet, Higa aparece ao lado dos familiares e transmite uma mensagem de serenidade diante do novo desafio.
Segundo a filha, Mary Higa, o fotógrafo passará a receber cuidados paliativos, voltados ao conforto, à dignidade e à qualidade de vida. Em uma publicação, ela ressaltou a união da família neste momento delicado.
“A cura que buscamos nesse momento está nos abraços, nas palavras, nas memórias, na presença e no carinho de todos que caminham conosco”, escreveu.
Alzheimer
Higa foi diagnosticado com câncer de garganta em 2024 e, após tratamento, comemorou em 2025 o encerramento do ciclo terapêutico. Além da doença, ele também recebeu diagnóstico de Alzheimer.
Com mais de cinco décadas dedicadas à fotografia, Roberto Higa construiu um acervo que se confunde com a própria história de Mato Grosso do Sul. Nascido em Campo Grande, em 1951, acompanhou desde a adolescência as transformações da Capital e do Estado, registrando acontecimentos marcantes, personagens e obras que ajudaram a moldar a identidade sul-mato-grossense.
Entre os momentos históricos documentados por suas lentes estão a criação do Estado, em 1977, a expansão urbana de Campo Grande e a implantação de importantes espaços públicos, como o Parque das Nações Indígenas.
Reconhecido pela sensibilidade e pelo compromisso com o fotojornalismo, Higa consolidou seu nome como uma das maiores referências da comunicação regional, deixando um legado que atravessa gerações.









