O senador eleito por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), afirmou nesta terça-feira que o Brasil já começa a enfrentar a conta de uma política que priorizou a disputa eleitoral e deixou os problemas do país para depois. Para ele, a reação negativa do mercado financeiro no primeiro pregão após o segundo turno acendeu o sinal de alerta e exige do novo governo um compromisso claro com a responsabilidade fiscal, porque “sem investimento, o país para”.
A primeira sessão após a eleição de domingo (25) foi de estresse generalizado. O Ibovespa fechou em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos — a maior desvalorização diária desde março de 2020 —, com acionamento do circuit breaker pela primeira vez desde aquele ano. No mercado de juros, a taxa do DI para janeiro de 2031 saltou de 12,642% para 15,185%, alta de 254 pontos-base, e o DI para janeiro de 2028 avançou 194 pontos-base, a 14,80%; em alguns vencimentos, a alta chegou a quase três pontos percentuais, o que levou a B3 a ampliar os limites de oscilação. O Banco Central atuou com a injeção de US$ 3,75 bilhões no mercado de câmbio futuro e o Tesouro Nacional recomprou R$ 7,1 bilhões em títulos públicos.
Reinaldo afirmou que “enquanto o PL avalia as medidas legais cabíveis diante do uso e abuso do poder econômico e político nesta eleição, o Brasil já começa a enfrentar a conta de uma política que priorizou a disputa eleitoral e deixou os problemas do país para depois. A reação negativa do mercado financeiro acendeu o sinal de alerta. Não é aceitável gastar bilhões em benefícios de caráter eleitoral e depois exigir que a população pague a conta. O Brasil precisa de hospitais, escolas, segurança, moradias, infraestrutura e empregos”.
Para o senador eleito, o ajuste das contas não é uma escolha ideológica, mas a condição vital para que o Estado volte a investir. É a mesma lógica que, segundo ele, orientou os oito anos de governo em Mato Grosso do Sul, quando o estado manteve as contas equilibradas, preservou a capacidade de investimento e avançou em áreas como segurança pública, infraestrutura e atração de empresas.
“Sempre defendi, com base na nossa experiência em Mato Grosso do Sul, que é preciso gastar menos com o governo para investir mais nas pessoas. Sem equilíbrio fiscal, não há investimento. Sem investimento, não há desenvolvimento. E sem desenvolvimento, a vida não melhora”, destacou.
Com 903.554 votos (34,64% dos válidos), Reinaldo assumirá o mandato de senador em 2027, ao lado do também eleito Capitão Contar (PL), para a legislatura que vai até 2035. Ele antecipa que a agenda fiscal será uma de suas bandeiras na Casa, com atenção especial ao custo da máquina pública e à qualidade do gasto.
“É essa posição que vamos defender no Senado. O Brasil não pode continuar refém de um modelo que gasta para se manter no poder e adia as reformas necessárias para o país crescer. A política não pode ser um instrumento de sobrevivência de governos. Tem que ser um instrumento de transformação da vida das pessoas”, completou.
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