“O Brasil está pedindo socorro.” Foi assim que o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) resumiu sua avaliação sobre o momento econômico e político do país, na terça-feira (6), em entrevista a uma emissora de rádio de Campo Grande.
Para Reinaldo, o endividamento das famílias, os juros elevados, as dificuldades enfrentadas pelas empresas, a perda do poder de compra e o crescimento das despesas públicas mostram a necessidade de uma mudança de rumo. Segundo ele, a reação positiva do mercado financeiro após o primeiro turno das eleições presidenciais sinaliza uma expectativa dos investidores diante da possibilidade de mudança no comando do país.
A vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, com cerca de 47% dos votos válidos contra 45% do candidato à reeleição, levou a disputa para o segundo turno, marcado para o dia 25. No dia seguinte à votação, o Ibovespa ultrapassou pela primeira vez os 200 mil pontos, chegando à máxima de 209 mil pontos durante o pregão, enquanto o dólar recuou mais de 4%, chegando a R$ 4,95.
“O mercado financeiro é confiança. Foi o maior recorde da Bolsa brasileira, pela confiança do investidor de que o governo pode mudar”, afirmou Reinaldo. “Isso significa que o governo que aí está não está bem e não tem nada novo a oferecer,” acrescentou.
A valorização atingiu diferentes setores da economia. Magazine Luiza subiu 27%; Cyrela, 23%; Cosan, 21%; Localiza, 20%. Entre os bancos, o BTG Pactual avançou mais de 20%, enquanto Bradesco e Itaú também registraram fortes ganhos. A Petrobras chegou a subir mais de 9% durante a sessão.
“Quando isso acontece, são empresas olhando para o mercado brasileiro com esperança”, destacou o senador eleito.
Segundo Reinaldo, embora indicadores da Bolsa pareçam distantes da rotina das famílias, eles refletem confiança, disposição para investir e expectativas em relação à economia — fatores que, posteriormente, podem influenciar geração de empregos, renda e investimentos.
“O mercado financeiro é aquele que movimenta as ações, é o termômetro que mostra se as empresas estão disponíveis e dispostas a investir, com segurança jurídica e com a questão dos juros. O bolso continua a ser a parte mais sensível do corpo humano”, afirmou.
Para ele, o Brasil precisa recuperar competitividade e criar condições para que empresas permaneçam e invistam no país. Reinaldo citou como exemplo a presença de indústrias brasileiras no Paraguai.
“Tem 1.800 indústrias brasileiras funcionando no Paraguai. Nós temos que trazê-las de volta para o Brasil. É aqui que elas têm que estar”, defendeu.
Na avaliação do senador eleito, endividamento, baixo crescimento, aumento das despesas públicas e obras paradas exigem uma mudança de rumo. “O resultado das urnas é o espelho do sentimento da população: não dá mais para continuar. Já deu, chega”, afirmou.
Com a disputa presidencial seguindo para o segundo turno, Reinaldo disse que sua prioridade política imediata será trabalhar pela candidatura de Flávio Bolsonaro e contribuir para a construção de uma agenda de reformas para 2027.
“Nós vamos convencer essas pessoas a irem à urna e votar no nosso candidato, porque é ele que vai poder fazer as reformas e colocar o Brasil nos trilhos”, afirmou, referindo-se também aos eleitores que não compareceram ao primeiro turno.
Nesta quarta-feira (7), Reinaldo e o governador reeleito Eduardo Riedel têm reunião prevista com Flávio Bolsonaro para discutir as próximas etapas da campanha e uma agenda de reformas para 2027.
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